Pangeia

31 de Outubro, 2005

Foto: Miguel Reis

Dodgeball (2004) Por: Miguel Reis 31 de Outubro, 2005 - 15:22


Peter LaFleur é o carismático proprietário de um decadente ginásio chamado “Average Joe”, cheio de divídas e que dentro de um mês, será comprado pelo seu concorrente White Goodman, poderoso desportista de Fu-Manchu-d e egomaníaco dono do ginásio “Globo”, um moderno clube de “fitness”. Para que “Average Joe” sobreviva e não feche as portas, Peter precisa de 50 mil dólares, decidindo então entrar no torneio nacional anual de “Dodgeball” (jogo do mata).

Em bom inglês, "This Sucks!". Que é como quem diz, "Mas que porra é esta?" Sem piada, mais previsível que a liga inglesa e completamente estúpido e ridículo (só por isto já perceberam que está para lá metido o Ben Stiller não já?). A todos os níveis, "Uma Questão de... Bolas" está repleto de clichés e tiques habituais nestas andanças, seja nas personagens vazias, seja na estupidez e previsibilidade do argumento. Gargalhadas comuns? Aquelas que a bola ou lá o que fosse acertava na tomatada de alguém? É esta a definição de uma boa comédia? Pelos vistos, e para muitos, umas "boladas na saca" bastam.

No elenco, Vince Vaughn teve um papel à sua altura, ou seja fraquito e quanto a Ben Stiller, já nem o consigo ver à frente. Se "Starksy and Hutch" já foi péssimo, este consegue ser ainda pior. Comédia não tem que ser estupidez. E que tal alguma inovação nas personagens que aceita? De resto, safam-se os cameos de David Hasselhoff (o nosso Mitch Buchannon/Michael Knight) e de Chuck Norris. O de Lance Armstrong, arghhhh, horrível! Aquilo era suposto ser uma lição? Dediquem-se mas é à pesca e levem lá com um par de duques (2)!


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31 de Outubro, 2005 - 15:22

30 de Outubro, 2005

Foto: Miguel Reis

Perdão, como disse?!? (I) Por: Miguel Reis 30 de Outubro, 2005 - 21:20

Apocalipse Now , por David Santos em Cinefilosofia

"Heart of Darkness – Apocalipse Now : entre Conrad e Coppola, no eixo negro em que nos moveremos nesta breve reflexão, ocuparnos-nos-á apenas e tão-somente o que de nodular diz respeito aos filigrânicos matizes e poliédricos cintilares que mais nos parecerem relevantes no trânsito tantas vezes crítico de duas obras que metafisicamente nos parecem ponto sintomático (...) mas certamente gravitando em torno do mesmo coronário e violento centro que as determina em direcção à rumorosa escuridão fechada do mais imo do Ser e seu retirar-se para a presença do ente no seu todo. (...) A dilaceração originária do quase-nada que é tudo, de Kurtz, surpreende-se exactamente no facto de que ele, como infinito se torna finito enquanto objecto do sacrifício (...) A queda para o ser-aí da consciência tética de si mesma é o núcleo vazio e negro do que imóvel se doa apenas no seu retirar-se para a sua morte em poema. Kurtz é o Deus que lê poesia, a estranha sobrevalorização da sua voz e da sua eloquência são tradução da absolutidade da sua vontade criadora ; a selva olha os vagabundos que a penetram – este autoposicionamento na finitude é um instalar-se conquistador na feminina e caótica fissura que em verdade impulsiona este ser-posto. O caminho do rio, o caminho por um simbólico originário panta khorei nada mais é senão o caminho do ser sobre si mesmo, é o arrancamento em instâse da consciência natural: o perder-se para a morte colossal de Deus corresponde ao acto de Horror metafísico da auto-limitação do ser, do seu sacrifício primordial para que de novo a mentira habite o possível. (...)

http://cinefilosofia.com.sapo.pt/artigos/conteudo/apocdavid.htm

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30 de Outubro, 2005 - 21:20

Foto: Bruno Barão

devile.net Por: Bruno Barão 30 de Outubro, 2005 - 01:21

  Possivelmente dentro de uma semana ou duas, o servidor por trás do devile.net vai ser actualizado. Ele neste momento é um grande Pentium 3 @ 450Mhz com 512MB de ram, e vai passar a ser um Pentium 4 @ 2533Mhz também com 512MB de ram. Ainda estou a ponderar se actualizo mesmo ou não, mas se actualizar, isto fica tudo muito mais rápido. :)


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30 de Outubro, 2005 - 01:21

29 de Outubro, 2005

Foto: Gonçalo  Queiroz

A mudança Por: Gonçalo Queiroz 29 de Outubro, 2005 - 15:50

Pois é, depois de tanto tempo sem dizer nada cá estou eu de novo, com o meu blog novo!

http://rydenzouriek.blogspot.com/

Porquê a mudança?! Nunca ouvis-te falar em: "Para melhor, muda-se sempre!" ou mais ou menos isto… O problema é que o outro blog vai ficar apenas para fotografias, especie de "Fotoblog", não vale apena retirá-lo por completo…

 

Bom… irei voltar novamente com um novo POST!

ASS: Gonçalo Queiroz (aka ryden zouriek)


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29 de Outubro, 2005 - 15:50

Foto: Miguel Reis

House of Wax (2005) Por: Miguel Reis 29 de Outubro, 2005 - 09:59


Um grupo de amigos decide viajar de carro para assistir ao decisivo e mais importante jogo do ano do campeonato de futebol americano. Fez-se tarde e os "teenagers" lá decidiram acampar no meio do nada para lá passar a noite. Depois de uma cena um bocado assustadora, lá foram "chonar" e ao acordarem um dos carros tinha a correia de transmissão partida. Lá aceitam a boleia de um desconhecido a uma cidade ali perto (que nem sequer aparecia no GPS do "tunning" lá do grupo) e enquanto esperam pelo dono da loja de serviço, supostamente no funeral da sua mãe, descobrem que a principal atracção turística da terrazinha era uma "Casa de Cera". E depois...? Sangue, muito sangue!

Ao contrário da maioria, "House of Wax" surpreendeu-me e bastante. Estava à espera de uma terrível banhada, ainda para mais tendo em conta que recentemente tinha visto o original de 1953 (http://cinemanotebook.blogspot.com/2005/06/house-of-wax-1953.html) e este supostamente era um remake do mesmo. Não tendo achado o da década de 50 nada por aí além, e respeitando a morfopsicológica teoria dos remakes ( Bom -> Médio ; Médio -> Mau ; Mau -> Minha Nossa Senhora, Livrai-nos disto!), "Casa da Cera" de Collet-Serra, foi efectivamente uma boa surpresa.

Com "gore" quanto baste e mortes bastante decentes e imaginativas, "House of Wax" conta ainda com vários momentos de genialidade grotesca. Com a bela Elisha Cuthbert ("24", "The Girl Next Door") a atrair o público masculino e o "Justin Timberlake II", Chad Murray a atrair o feminino, Collet-Serra consegue ainda um importante trunfo a nível comercial: Paris Hilton.
Sim, não estou parvo. É óbvio que de actriz, Hilton tem muito pouco. Mas não se esqueçam que aquela "noite em Paris" vendeu que se fartou.

Assim sendo, se virem "House of Wax" pelo puro divertimento do típico "slasher-movie", pelas interessantes cenas de gore/mortes, e não pela procura de razões para que aquilo ou aquele não fosse possível (já vi por aí tanta porcaria: a cera estava quente e queimava-os, aquilo não podia ter acontecido porque... etc...) e esperando um argumento de génio, sairão certamente agradados. E não haja dúvidas, "House of Wax" 2005 é bem melhor que o de 1953. Acontece!

Sai um Full House (7) para o gémeo siamês!

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29 de Outubro, 2005 - 09:59

27 de Outubro, 2005

Foto: Miguel Reis

Wag the Dog (1997) Por: Miguel Reis 27 de Outubro, 2005 - 21:44


Realizado por Barry Levinson ("Rain Man", "Sleepers", "Good Morning Vietnam"), "Wag the Dog" é uma das mais duras sátiras já feitas ao sistema político americano. Pena foi, que devido a diversos rasgos de genialidade que nos fizerem esboçar largos sorrisos, "Manobras na Casa Branca" (ai este facilitismo infeliz das traduções) se afastasse demasiado da realidade, criando situações extremas, que na vida real seriam mesmo impossíveis de esconder. Se como sátira, as diversas ideias e planos funcionaram eficazmente, o enredo em si ficou a perder totalmente. Ou seja, quando o filme passa de situações satirícas pausíveis para uma sátira pura e crua, o argumento perde toda a lógica e passamos puramente a assistir a um "desafio" ao poder. Não é mau de todo, mas Levinson poderia ter tentado encontrar um equílibrio e fazer algo memorável.

O argumento parece que preveu o que mais tarde viria a acontecer com Bill Clinton: um presidente à beira da reeleição é envolvido num escândalo de abuso sexual de uma rapariga que visitava a Casa Branca. Não se chega a saber se o episódio é verdadeiro – porque o que conta é a percepção –, como não se chega sequer a ver o presidente propriamente dito. O protagonista é o marketing, o dominío dos "media" sobre o povo.

Num primeiro momento, é chamado um “Mr. fix-it” (Robert de Niro), o consultor de imagem das situações apertadas, que, para começar, decide adiar por 24 horas o regresso do presidente, na altura em viagem oficial à China. Justificação? Dizer que tem uma gripe e desmentir ele próprio, assim do nada, que o verdadeiro motivo do adiamento se deve a uma negociação difícil sobre bombas nucleares. A repercussão é imediata e mediática: o desmentido cria o rumor de um problema grave nuclear. E assim do nada lá foi a notícia do escândalo sexual para segundo plano. O problema é que uma suposta negociação dura apenas um ciclo noticioso e as eleições estão a dez dias de distancia. O que fazer? Uma guerra na TV. Como? Contratando um produtor de Hollywood (Dustin Hoffman). E assim temos durante 10 dias uma guerra que verdadeiramente não existe, mas que é acompanhada nos telejornais norte-americanos e que fortalece a necessidade da continuidade do actual presidente norte-americano. Presidente de País em guerra, dizem os compêndios, tem a vitória assegurada. A Nação une-se em torno do líder, as sondagens tornam-se mais optimistas, a reeleição é canja. Ponto final parágrafo!

Com um elenco de luxo, todos com representações seguras, uma ideia forte e vários momentos de genialidade, podemos afirmar então que "Wag the Dog" poderia mesmo ter sido brilhante a todos os níveis. Não o foi, mas a mensagem foi clara e passou ao público: as aparências iludem!


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27 de Outubro, 2005 - 21:44

26 de Outubro, 2005

Foto: Miguel Reis

Blogue da Semana: Gonn1000 Por: Miguel Reis 26 de Outubro, 2005 - 21:56


Pois é, muitos de vós, senão mesmo todos, já devem conhecer o blogue Gonn1000. De qualquer maneira, todo o louvor ao magnífico e desgastante trabalho e empenho de Gonçalo Sá, neste blogue, nunca será pouco. Seja música, seja teatro, seja literatura ou cinema, toda a cultura é analisada e discutida no Gonn1000. De uma forma complexa e profunda, Gonçalo analisa os mais diversos temas, parecendo ter dias de 60 horas e semanas de 10 dias, tal é a diversidade e constante actualização do seu espaço. E se tivermos em conta que o mesmo ainda colabora noutros blogues...

Gonn1000 é, neste momento, não só um blogue mais do que completo sobre toda a cultura artística nacional e internacional, como um local informativo. Um espaço onde ficamos a par das últimas tendências discográficas e cinematográficas, com uma linguagem simples mas eficaz. E em Português!

http://www.gonn1000.blogspot.com/

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26 de Outubro, 2005 - 21:56

Foto: Pedro Cavaco

Porque a andar também se aprende Por: Pedro Cavaco 26 de Outubro, 2005 - 14:50


Caro Tiago, é dai que surge um dos meus mais insurgentes pensamentos, que o tudo, é um ciclo vicioso, desde o espaço ao tempo… mas pronto isso sou eu a divagar. Sempre agradáveis estes diálogos de caminhada, deveria ser um daqueles “planos” tipo corpos Danone, torna-se saudável. Fico então à espera da próxima e de mais um jogo de Quem Quer Ser Milionário no telemóvel da menina dos meus olhos. Agora vou ver o que se passa na blogosfera portuguesa..


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26 de Outubro, 2005 - 14:50

Foto: Pedro Cavaco

pedrocavaco.adamastor.org (v1pt) Por: Pedro Cavaco 26 de Outubro, 2005 - 00:31

Espero que ninguém tenha estranhado esta minha ausência, mas o novo trabalho, os estudos e por fim a alteração do Adamastor, para território nacional, têm me ocupado muito, mas mesmo muito tempo. Mas como há sempre um lado positivo, boas novas acompanham todo este “afastamento momentâneo”, pois é a partir de hoje, todo o meu blogue (página pessoal) é 100% português, é isso mesmo. Tirando algumas funcionalidades do menu “serviços” e “suporte” todo o material que acompanhará o meu blogue e que seja da minha administração directa (imagens por exemplo) estará em território nacional tal como todo o motor do mesmo. Assim se desenrola talvez uma nova fase neste meu blogue, do qual confesso que já tinha saudades. Estou então de volta, espero que vocês também.


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26 de Outubro, 2005 - 00:31

25 de Outubro, 2005

Foto: Miguel Reis

Recordar é Viver: Ciclo de Memória Xunga - Cartoons Por: Miguel Reis 25 de Outubro, 2005 - 23:08


Cartoons para crianças de 30 anos (ou mais)
Por dubois, originalmente postado no dia 8 de Agosto, no seu blogue, Cinema Xunga.


"Geração criada a Tom Sawyer, Conan Future Boy, Verão Azul e que já entradotes ainda viam a Rua Sésamo...

Todas as gerações têm as suas características. Aqueles que eram crianças nos anos 50 e 60 gostarão para sempre de Westerns e Gladiadores. Os putos mais recentes irão jogar videogames até terem 90 anos. No que me diz respeito, a geração nascida nos anos 70, irá sempre gostar de desenhos animados. Mesmo nos trintas, a grande máquina americana não se esquece de nós e continua a produzir em massa quantidades massivas de séries cartoon para crianças grandes. Aqui fica um resumo incompleto e a raspar a superfície.


..:: DUCKMAN ::..

O mestre será sempre o mestre. Duckman era a alegria de segunda-feira (ou terça?) há uns 10 anitos atrás. Duckman era um detective privado desprovido de moral. O seu lema com os clientes do sexo feminino era "Só as queremos ver oleadas e semi-conscientes". O seu ajudante, responsável por resolver 100% dos casos era um porco intelectual de voz profunda chamado Cornfed. Tinha dois ajudantes bastante "fofinhos" de peluche chamados Fluffy e Uranus aos quais aconteciam sempre coisas, digamos, desagradáveis. Vive com a irmã gémea da sua falecida esposa que odeia de morte. Tem três filhos. Dois dos quais vivem no mesmo corpo com duas cabeças, são Charles e Mambo. O outro filho de QI 12 chama-se Ajax e é um grande pato estúpido que a tarefa de respirar ocupa 99% do seu cérebro.

Resta acrescentar que a voz de Duckman era do genial (esquecido?) Jason Alexander, também conhecido como George do Seinfeld. Aliás, Duckman e George partilham as mesmas características de personalidade.


..:: THE CRITIC ::..

Esta série fala-nos de Jay Sherman, um crítico de cinema de Nova Iorque com um programa de TV. Começa sempre com um clip de um filme qualquer, normalmente um blockbuster conhecido ligeiramente modificado, e a crítica de Sherman eram sempre "It Stinks". Além das críticas de cinema tinha imensas cenas em que eram ridicularizados imensas personalidades do mundo do cinema e posto a céu aberto a imensa fossa que é Hollywood.

Sherman era baseado nos críticos idiotas americanos chamados Siskel e Ebert, que tem um meio idiota de classificar filmes que consiste em thumbs up e thumbs down. Além disso, Sherman era um patético homem, obeso e sem vida social que passava a vida a lamuriar-se dos seus apoquentos.

Era uma boa série, talvez percursora aqui do vosso Cinema Xunga, que teve pouca aderência. Dava também há uns 10 anos no segundo canal, às 2 da madrugada e apenas estudantes bêbados e sem grande coisa com que preencher as horas viam, como era o meu caso. Foi bastante ignorada, apesar de boa, e acabou por se esfumar em nada. A qualidade nem sempre se safa, e neste caso era uma série para um nicho de mercado bastante reduzido para dar lucro.


..:: THE SIMPSONS::..

Em primeiro lugar fica a pergunta: Quem não conhece os Simpsons?! Quem responder "Eu!" pode sair debaixo da pedra de onde estive durante os últimos 16 anos e atirar-se para baixo da linha do comboio. Se possível, um daqueles de 300 carruagens que transporta cimento ou aqueles enormes blocos de mármore.

Os Simpsons são, sem dúvida, a mais conhecida sitcom animada de todos os tempos. Aliás, atrevo-me mesmo a dizer que é capaz de ser a mais conhecida sitcom animada ou não. Não há muito a dizer acerca dos Simpsons, porque toda a gente que é gente conhece tudo o que há a saber. Apenas um assunto está no ar há mais de 10 anos: Simpsons, The Movie. O seu criador sempre disse que iria existir um filme dos Simpsons quando a série acabasse. O certo é que ele falou nisso na série 6 e já vamos na série 16 sem fim à vista.

Na minha humilde opinião, Os Simpsons deveriam acabar com dignidade em vez de definharem para o esquecimento. A cada novo episódio todas as situações são previsíveis, todos os personagens fazem o mesmo de sempre, todas as ofensas são light e mesmo ao nível de celebridades convidadas, a lista está a acabar. Não me levem a mal, sou grande fã, mas o que é demais também enjoa. Quem tem paciência para rever um dia em DVD 16x23 episódios? Não sei se estão a ver, mas são 368 episódios o que dá um total de 135 horas. Uma semana 24/7 de Simpsons com intervalos para almoço sem horas para dormir.


..:: BEAVIS AND BUTT-HEAD ::..

Hoje em dia é um facto quase esquecido, mas houve um tempo em que a MTV era um canal livre disponível por satélite. No tempo antes da TV Cabo, todos os prédios tinham uma antena parabólica (analógica, gigante) que distribuia meia dúzia de canais pelos condóminos. Era um tempo em que a MTV Europe era um canal alternativo, com boa música e boa TV. Vivia-se o tempo do grunge, do britpop e o power rock irlandês. O tempo em que os Therapy? eram uma granda banda, antes de andarem por aí bêbedos em todas as queimas das fitas.

Havia uma série animada chamada Beavis And Butt-Head que intercalava crítica a videoclips com as aventuras destes 2 teenagers anormais e retardados que traziam à superfícia toda a idiotice da América redneck (e não só). Só pela crítica musical, esta série já valia a pena. Grandes bandas foram criadas pela máquina Beavis and Butt-Head. De repente só me lembro dos White Zombie, mas decerto haverá mais uma ou outra. Também grandes bandas eram ridicularizadas, claro... Os Metallica eram os bombos da festa.

Beavis and Butt-Head eram 2 adolescentes preguiçosos, retardados e completamente alheados da realidade. A sua missão da vida era um dia comer uma gaja. Claro que as oportunidades eram mais que muitas mas eles, estúpidos, acabavam por desperdiçar tudo. Jovens headbangers, gostavam de metal, mas eram altamente influenciados pela TV. Criaram um extenso vocabulário que ainda hoje é usado pelos teens americanos e a sua maneira de rir ainda hoje é lembrada por todos os que viam.

Mais tarde ainda saiu um filme chamado Beavis and Butt-Head Do America e na minha opinião foi a cereja em cima do bolo. Claro que tudo tem um tempo para existir e esta série em boa altura acabou, deixando saudade aos fans."

http://cinemaxunga.blogspot.com/2005/08/ciclo-memas-de-30-anos-ou-mais-v.html

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25 de Outubro, 2005 - 23:08

Foto: Pedro Cavaco

A melhor do dia Por: Pedro Cavaco 25 de Outubro, 2005 - 15:05

Estava eu a falar com um amigo meu no messenger, quando me deparo com isto:

Bruno - GTR diz:
ja mandei o site ao admin do (…)
Bruno - GTR diz:
olha o que ele me respondeu pedro


Bruno - GTR says:
Olha marco vê este site: Movimento 560 http://560.adamastor.org
Im fckng tired says:
man
Im fckng tired says:
tenho uma tattoo nas costas
Im fckng tired says:
q eh um codigo de barras
Im fckng tired says:
e começa por 560


Bruno - GTR diz:
temos aqui um verdadeiro patriota!
P e D r O o Movimento 560 http://560.adamastor.org diz:
mas o gajo disse isso no gozo lol
Bruno - GTR diz:
acho que nao
P e D r O o Movimento 560 http://560.adamastor.org diz:
pergunta lhe la se ta a gozar lol


Bruno - GTR says:
o bakano do movimento 560 pensa que tás a gozar
Bruno - GTR says:
eu disse-lhe que tinha uma amigo tatuado com o codigo 560
Im fckng tired says:
lol
Im fckng tired says:
nao tenho
Bruno - GTR says:
lol
Bruno - GTR says:
Esse pequeno site pode dar grande volta a portugal
Bruno - GTR says:
porque existe pessoas que não têem esta perspectiva activa
Im fckng tired says:
tenho 56071277
Im fckng tired says:
minto
Im fckng tired says:
560071277
Im fckng tired says:
q eh a minha data de nascimento
Im fckng tired says:
sou tuga, nascido nessa data
Im fckng tired says:


P e D r O o Movimento 560 http://560.adamastor.org diz:
mas o gajo pos mesmo ??
Bruno - GTR diz:
meteu mesmo
Bruno - GTR diz:
lol
P e D r O o Movimento 560 http://560.adamastor.org diz:
que cena!


Admito, esta deixou-me de boca-aberta, é que a tatuagem foi feita em Agosto. Daqui a uns tempos, talvez se consiga uma foto da dita cuja… grande o efeito 560.


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25 de Outubro, 2005 - 15:05

24 de Outubro, 2005

Foto: Pedro Cavaco

Curriculum Virtuae Por: Pedro Cavaco 24 de Outubro, 2005 - 18:14

Este será o espaço que irá ser completo ao longo dos tempos, com toda aquela que, foi, é e será a minha caminhada. no mundo da grande rede. Será um espaço que irá sofrer várias alterações ao longo do tempo, porque a história se faz, com cada pequeno passo, acompanhem os meus aqui, este é o meu Curriculum Virtuae.


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24 de Outubro, 2005 - 18:14

23 de Outubro, 2005

Foto: Pedro Cavaco

Na pista de Colombo Por: Pedro Cavaco 23 de Outubro, 2005 - 21:03

Andava eu a ler a revista Única ontem, até que cheguei a ao artigo de capa, uma entrevista da pelo José Rodrigues dos Santos acerca da história (e mais concretamente da nacionalidade) de Cristóvão Colombo. Gostei bastante do artigo e vou estar atento ao assunto, que até agora desconhecia por completo. Logo que tenha oportunidade e alguns euros (pois…) para o comprar, irei com certeza ler com gosto o seu livro que dá pelo nome de O codex 632. Ainda em relação a Cristóvão Colombo, possivelmente em 2006, viremos a descobrir qual a sua nacionalidade, pelo menos já existe a certeza que de Génova não é, deixando assim dois lugares certos, para esta dúvida, dois lugares chamados Portugal e Espanha, a ver vamos.


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23 de Outubro, 2005 - 21:03

Foto: Miguel Reis

Minority Report (2002) Por: Miguel Reis 23 de Outubro, 2005 - 17:45


Washington 2054. O departamento Pré-Crime revolucionou a sociedade. O método: um grupo de três seres "pós-humanos" - pre-cogs - prevê a intenção de crime (literalmente, vê o crime) e lança o alerta (as imagens); imediatamente, um grupo de polícias apreende o potencial criminoso antes do acontecimento. O resultado: a erradicação do homicídio. Este é um mundo que encontrou nos pre-cogs novos deuses, mantidos num uterino e tecnológico templo aquoso, um laboratório. O seu sacerdote mais poderoso é John Anderton (Tom Cruise), o polícia que chefia o departamento. Finalmente, é um mundo em que os limites temporais se anularam e o futuro se tornou permanentemente presente em visões definitivas: "Can you see?", pergunta a pre-cog Agatha (Samantha Morton). Aparentemente.

No entanto, esta sociedade perfeita, este sistema infalível, vão ser postos em causa pelo seu maior defensor - quando John Anderton vê e manipula as imagens que o incriminam como futuro assassino. Como John afirma aos antigos colegas que agora o perseguem: "Everybody runs". Mas, quem é John Anderton? Um homem confrontado com o paradoxo temporal de provar uma inocência futura já afirmada como falsa. E tem apenas poucas horas para o fazer.

Esteticamente o filme é quase perfeito. As ideias futuristas, toda a tecnologia ao serviço das forças da lei de tal maneira que já é possível prever os crimes, tudo está muito bem imaginado. Porém há algumas discrepâncias difíceis de entender. Temos assim dois mundos. Um super avançado tecnologicamente com estradas verticais e carros ultra sónicos e outro super sujo e degradante onde desaparece a super tecnologia. Até podemos considerar esta diferença como uma ironia, pois em certo ponto do filme surge uma frase que poderá nos indicar esse sentido. “Inventam tudo menos a cura para a gripe” ou seja toda a disparidade pode ser explicada pela prioridade nos avanços tecnológicos. Curiosamente este aspecto do filme pode ser encarado como uma visão literária onde fica em aberto o porquê desta disparidade. Imaginem e criem a razão!No fundo de tudo isto está a mensagem subliminar...somos ou não capazes de mudar o nosso destino? Será possível a falha num sistema aparentemente “intocável”?

A principal desvantagem do argumento foi a ausência de personagens secundárias de verdadeiro valor na acção, o que limitou as opções de mistério e de quem estaria por trás de tudo. Uma delas seria demasiado óbvia, logo, só poderia ser a outra o que retira alguma surpresa ao filme. Que não se pense porém que o filme é fácil de captar e que à partida já tudo se sabe. Não é assim, e Spilberg conseguiu criar uma boa teia e sequência lógica ao qual só faltou aquele click final de genialidade. De resto, a realização foi acima da média, tal como a fotografia, e as interpretações principais brilhantes. Tom Cruise, provou aqui, que não é apenas um bom actor. É, de facto, um excelente actor. Quer queiram, quer não. E como tal, sai um Poker, que é como quem diz, um Four of a Kind.

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23 de Outubro, 2005 - 17:45

22 de Outubro, 2005

Foto: Pedro Cavaco

Portugal Jurássico Por: Pedro Cavaco 22 de Outubro, 2005 - 14:43


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22 de Outubro, 2005 - 14:43

Foto: Miguel Reis

Recordar é Viver: O Futuro do Cinema Por: Miguel Reis 22 de Outubro, 2005 - 12:04


O Futuro do Cinema
Por Miguel Batista, originalmente postado no dia 9 de Setembro, no seu blogue, Black Spot.

" Estamos em 2005 e o cinema surgiu há mais de 100 anos. Arte relativamente recente, nova em comparação com tantas outras, desde a pintura (cujas raízes remontam à pré-história) à escultura, arte proveniente também da idade da pedra. Talvez por isso, seja altura de se olhar para trás, mas principalmente, supor o que, de futuro, nos espera neste vasto campo da arte/cultura.

Vão desabrochando obras (alguns mesmo produtos) completamente filmados em estúdio, uma vez que filmar um filme em estúdio é muito mais barato, obviamente, do que filmar no exterior. Entre esses obras, encontram-se os relativamente recentes Sky Captain e Sin City, ambas obras razoáveis, que funcionam como entretenimento eficaz. Por agora, é engraçado ver um filme e pensar que os únicos elementes reais lá presentes são os actores e alguns objectos, mas futuramente, será assim tão engraçado constatar que parte dos filmes que estream são filmados em estúdio e cujos cenários e tudo o resto, à parte dos actores, é criado digitalmente, não havendo portanto interacção com o mundo exterior? (...)

(...) porquê recriar o mundo recorrendo à tecnologia, quando este existe e está pronto e disposto a ser filmado? Para se poupar dinheiro? É verdade, poupar dinheiro é a principal razão pela qual se vai adoptar cada vez mais os métodos green-screen ou blue-screen. Então e será que assim não se perderá a alma do cinema, que faz com que este esteja em contacto com a realidade, e, em muitas vezes, apenas se baseia nela para a enfatizar e criar algo mais fantástico, tudo isto por questões económicas? Não me parece justo, para nós espectadores, que gerações futuras de pessoas na mesma posição que nós não possam desfrutar de um Lost In Translation ou um 21 Grams, ambos filmes do ano passado, que retratam a vida tal como ela é, não precisando de recorrer a nenhuma tecnologia, usufruindo apenas do seu argumento e da sua simplicidade para chegar até ao público. (...) Com argumentos fracos, e vivendo apenas dos efeitos especiais, do que vai viver o cinema?

Outra coisa que depende do rumo que lhe derem, se para o bem ou para mal, é a adopção do formato digital em vez das clássicas películas. Tivémos recentemente um exemplo bem concreto de êxito que foi Collateral, quase totalmente filmado em digital, não perdendo assim as sensações que o cinema provoca em nós, e permitindo ao espectador respirar cinema no filme em questão. Tal se deve, é também verdade, à mestria de Mann e ao trivial de cores criado pela fotografia. Na melhor das hipóteses, o formato digital pode servir apenas para alguns casos, continuando a película a liderar o ranking de popularidade, pior será se o digital substituir a película, algo em que nem pensar é bom. Afinal quem é que não gosta de ver alguns riscos na película quando um filme é exibido? Isso faz ou não parte do cinema? Eu cá acho que faz, e o cinema dificilmente poderá viver sem isso, pois se esta desaparecer, o cinema deixa de ser uma arte para ser algo que não tem um nome deifinido, que se limita a criar anúncios e videclip, mas com uma ligeira diferença na duração.

Onde quero eu chegar com isto tudo? Que o futuro do cinema se deve a escolhas que têm de ser tomadas agora, e têm de se ser bastante prudente, não caindo em falsas ilusões, como a de gastar menos dinheiro e facturar mais, mas em vez de uma filmagem de um prédio apresentar também um prédio sim, mas que afinal se resume a pixels, que não existe, portanto. O futuro do cinema pode ou não ser promissor, tudo depende de quem está à frente dele e das escolhas que fizer agora. Mas lembrem-se, não destruam o cinema por motivos económicos, pois aí ele deixa de ser cinema para passar a ser a fonte de rendimento de algumas famílias. Há coisas que o dinheiro não compra, ou melhor, não deveria comprar. "

http://miguel12.blog-city.com/o_futuro_do_cinema.htm

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22 de Outubro, 2005 - 12:04

21 de Outubro, 2005

Foto: Pedro Cavaco

É hora do café Por: Pedro Cavaco 21 de Outubro, 2005 - 21:31

É altura de ir tomar o belo do café, depois vou dar utilidade ao Golden Ticket que recebi do wordpress.com e mais tarde ver o velho filme, 12 homens em fúria


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21 de Outubro, 2005 - 21:31

20 de Outubro, 2005

Foto: Pedro Cavaco

O pão nosso de cada dia Por: Pedro Cavaco 20 de Outubro, 2005 - 23:27

Ao preço que o pão está, qualquer dia mais vale dar uso ao belo do forno aqui de casa e por as mãos ao trabalho. A situação mais engraçada nisto tudo é que… e podem confirmar aqui, (continuando) é que decididamente não percebo o enredo: “O pão deve aumentar dez por cento no início de 2006. A justificação é a subida do preço do gasóleo“… neste tempos “recentes” o gasóleo não teve um aumento de 20% ou já estamos a apostar na mesma onda das gasolineiras “aumentamos já porque um dia ainda o preço do crude irá subir” oh meus senhores, tenham atenção ao pão nosso de cada dia. Além do mais pressuponho que os fornos sejam eléctricos ou a lenha não? Outra coisa gira de ler é esta: “Nos últimos cinco anos o preço do pão já aumentou cerca de 37 por cento” ou seja é uma forma simpática de dizer que nos últimos 10 anos, o preço do pão deve ter tido um aumento de mais 100 por cento, sim porque eu à uma década atrás comprava um papo-seco a 10 escudos e agora pelos vistos vai ser perto dos 30. Gostava mesmo de perceber quais são os “verdadeiros” critérios deste aumentos, que como se costuma dizer “à papo-seco”.


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20 de Outubro, 2005 - 23:27

Foto: Pedro Cavaco

OpenOffice 2 Por: Pedro Cavaco 20 de Outubro, 2005 - 20:48

É oficial, o OpenOffice 2 está cá fora. Preparem-se para o “saque” eu já comecei, está visto que foram dois dias recheados de boas notícias para a comunidade, não isto não é bater na mesma tecla, só que são coisas que realmente valem a pena, já agora o acompanhamento do OpenOffice em PT faz-se aqui, pelo Vitor Domingos. Está provado que usar OpenOffice aumenta muito o QI..


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20 de Outubro, 2005 - 20:48

Foto: Miguel Reis

Cocktail (1988) Por: Miguel Reis 20 de Outubro, 2005 - 14:03

“I am the last barman poet. I see America drinking the fabulous cocktails I make. Americans getting stinky on something I stir or shake. The sex on the beach. The schnapps made from peach. The velvet hammer. The alabama slammer. I make things with juice and froth. The pink squirrel. The 3-toed sloth. I make drinks so sweet and snazzy. The iced tea. The Kamikaze. The orgasm. The death spasm. The Singapore sling. The dingaling. America you’ve just been devoted to every flavor I got. But if you really want to get loaded, why don’t you just order a shot? Bar is open”

E assim acaba o filme. "O" filme que indubitavelmente lançou Tom Cruise como um "Most Wanted" pelo sexo femenino de todo o mundo. Mas muito mais do que isso... "Cocktail" é um filme sobre a esperança, a força da vontade, o amor e as desilusões da vida. "Cocktail" é um marco numa geração, um filme ordinário mas poderoso que muitos ainda hoje não se esqueceram certamente. "Cocktail" não é sobre copos, é sobre pessoas.

Após deixar o exército, Tom Cruise, ou melhor Brian Flanagan (clara homenagem ao inventor dos cocktails, que assim se chamava), um jovem muito ambicioso, tenta um emprego em Nova Yorque, sem sucesso no entanto devido à sua falta de formação escolar e universitária. Assim sendo, não lhe restou outra hipótese que não estudar e trabalhar ao mesmo tempo, de forma a conseguir sobreviver na "Big Apple". Como só podia trabalhar de noite, devido às aulas, começa a servir uns copos num bar, com o patrão Doug Coughlin, (Bryan Brown) um dos mais famosos "bartenders" da cidade. Mas a sua ambição não tinha limites e o seu comportamento na busca de algo maior começa a chocar com os que trabalha e com a sua namorada Jordan (a formidável e bela Elisabeth Shue). O resto é uma história de vida que muita esperança deu a quem o viu.


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20 de Outubro, 2005 - 14:03