Pangeia

28 de Fevereiro de 2006

Foto: Miguel Reis

The Crying Game (1992) Por: Miguel Reis 28 de Fevereiro, 2006 - 22:19

Uma amizade pouco provável nasce entre Fergus, um voluntário do IRA, e um soldado britânico raptado, Jody, que foi atraído pela implacável Jude a uma armadilha montada pelo IRA. Mas quando o plano acaba de um modo terrível e inesperado, Fergus foge para Londres. Adoptando o nome Jimmy, ele arranja um novo emprego e começa a encontrar-se com Dil, a amante de Jody, que não sabe nada do seu passado perigoso. Mas há algo sobre Dil que Fergus também não sabe...

O que eu não sabia é que este filme era sobrevalorizado até às ventas! Mau, inconstante, e completamente centrado na sua “reviravolta”, que pouco traz à acção e razão da narrativa. E eram tantos os lugares da capa do DVD que mencionavam este “segredo” , inclusivé citações de Ebert, que a mesma acaba por desapontar e cheirar a “banalidade”. Realizado por Neil Jordan (Interview with the Vampire, este sim um bom filme), “Jogo de Lágrimas” foi galardoado com o Óscar de Melhor Argumento Original. Algo exagerada a distinção, visto “Unforgiven” de Clint Eastwood estar, na altura, entre os mesmos nomeados e ser, claramente, uma obra superior, com principio, meio e fim. E podemos usar esta mesma classificação, para dizer que “The Crying Game” é um filme em que só existe um meio, com a “famosa” surpresa e que a partir daí afunda-se completamente.

“Jogo de Lágrimas” não sabe se quer ser um thriller de acção, uma obra sobre racismo, um filme sobre violência e opções sexuais ou pura e simplesmente uma pequena mistura de tudo isto, que funciona como azeite sobre água, ou seja, que não mistura e que não serve para nenhuma delas. Só mesmo o facto de invocar um assunto sensível e polémico como as acções da organização republicana militar irlandesa (IRA) explica a sua popularidade e sobrevalorização. A interpretação de Forest Whitaker é forçada e de certo modo, amadora e só a excelente prestação do até então desconhecido Sthepen Rea equilibra o elenco. Dispensável!



Nota de Redacção: Felizmente, “The Crying Game” foi a única desilusão que apanhei nestes últimos dias de descanso carnavalesco. Peço perdão pela curta ausência mas, esta não foi em vão. E até foi bastante merecida, modéstia à parte! A actualização diária continua de agora em diante!

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28 de Fevereiro, 2006 - 22:19

Foto: Tiago Alves

Carnaval em números Por: Tiago Alves 28 de Fevereiro, 2006 - 19:30

O Carnaval custa ao país cerca de 644 944 514 [185 091 000 000 (PIB de 2004, em dólares) * 0.9 (taxa de câmbio nominal do dólar) * 1.008 (previsão de crescimento do PIB nacional no ano passado = 0.8%) * 1.014 (previsão de crescimento do PIB nacional neste ano = 1.4%) / 360 (dias comerciais do ano) * 1.5 (que simboliza o dia de Carnaval e o meio gás de Segunda feira), tudo deflacionado por um estimado 1.10, para efeitos de correcção do ciclo trimestral] + 1 822 500 (12 150 (valor médio de subsídios atribuídos pelas Câmaras Municipais) * 150 (número estimado de municípios) ) = € 646767041

Agora temos de esperar que a soma do [ aumento da caixa do comércio devido ao afluxo de gente aos desfiles mais mediáticos ou a receita da venda de artigos carnavalescos, o aumento da procura de hotéis no Sul e na Serra da Estrela, o aumento das viagens para o Brasil e arredores, tudo deflacionado pelo recurso ao crédito (é bom não esquecer que estamos em crise) ] mais o factor a (de alegria, aquele factor não monetário que expressa o sentimento positivo criado pelo descanso, pelo passeio, pela folia, pelo convívio, pela viagem, etc.) cubram o custo de oportunidade de não produzir.

Não quero tirar conclusões. Apenas apresento números. E os números, quando usados de forma cega, têm alcance limitado. Mas ajudam.

Nota metodológica: as contas foram, como é óbvio, feitas muitíssimo por alto. Foi numa de passar o tempo. A perda de 1 dia e meio de PIB está explicada em cima, tendo sido calculada a partir do valor fornecido pela wikipedia. Os subsídios já é mais complicado. Pesquisei no google e apontei os valores dos subsídios atribuídos por mais de três dezenas de concelhos. Fiz a média dos valores e multipliquei apenas por 150 (existem 308 concelhos) com a noção de que nem em todos há desfiles e também para corrigir (por defeito) potenciais sobrestimações dos valores.

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28 de Fevereiro, 2006 - 19:30

Foto: Tiago Alves

Não sei se alguém reparou… Por: Tiago Alves 28 de Fevereiro, 2006 - 13:40

..mas mudei o display name. A partir de hoje todas as postas e comentários da minha autoria passam a ser assinados com o primeiro e último nomes que constam no meu BI.



O asriel, espécie de nickname, acompanhou estes primeiros meses de blogue, assim como me acompanha enquanto username em mais de uma dezena de registos por aí. Não é nome de menina. É o nome do homem que fez guerra a Deus na (famosa e milhares de vezes aqui citada) trilogia do sr. Pullman . Seja como for, o tempo da associação do seu nome à minha pessoa na blogoesfera acabou.



Divagação: a questão dos anónimos pode ser muito discutida mas dificilmente se chegará (e penso até que não seria desejável) a nenhuma espécie de código de conduta. É usual começar por não revelar o nome e adoptar pseudónimos com os quais mais ou menos nos identificamos. Até fica engraçado, principalmente se mantém alguma relação com o título e linha editorial do blogue (como é o meu caso). Tem depois o tal problema da identidade. Apesar das guerras que se têm feito a alguns anónimos e das birras por causa dos seus comentários, a decisão de ser anónimo é individual e não deve ser influenciada, assim como as consequências, que passam por uma menor consideração e atenção pela sua opinião ou por dificuldades de citação. Mesmo assim, a existência de um nickname é sempre preferível ao uso do anónimo. Embora possa haver grandes curiosidades acerca da identidade de muita gente, o máximo que podemos (e devemos) fazer é tentar descobri-los, sem os prejudicar ou atacar. Por nossa conta e risco, e sob pena do mistério (e a mística) acabarem.



p.s. Vou deixar de escrever Tiago Alves no canto inferior esquerdo. Acho que faz sentido.

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28 de Fevereiro, 2006 - 13:40

Foto: Tiago Alves

Momento “Fada do Lar” Por: Tiago Alves 28 de Fevereiro, 2006 - 11:46

Hoje descobri, quase por acaso, que a franjinhas também responde pelo nome de mopa.

Tiago Alves

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28 de Fevereiro, 2006 - 11:46

27 de Fevereiro de 2006

Foto: Pedro Cavaco

Os relógios da Carris Por: Pedro Cavaco 27 de Fevereiro, 2006 - 20:13

Acho particularmente piada a alguns relógios que estão nas paragens de autocarros da Carris, conseguem motivar-nos a pensar que só faltam 2 minutos para o dito cujo aparecer, quando já estamos à espera… pelo menos à uns, 10.


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27 de Fevereiro, 2006 - 20:13

Foto: Tiago Alves

E não pára! Por: Tiago Alves 27 de Fevereiro, 2006 - 18:57

Hoje músicas, amanhã videos. Está quase, mais_linda.

Tiago Alves

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27 de Fevereiro, 2006 - 18:57

Foto: Tiago Alves

Carruagens de Fogo Por: Tiago Alves 27 de Fevereiro, 2006 - 18:27

(clicar para ouvir)

Chariots of Fire

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Choque Tecnológico n'O Telescópio.
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Começo com um grande épico, que a maioria das pessoas associa ao filme Momentos de Glória (tradução portuguesa), outra grande produção, vencedora do Óscar de Melhor Filme em 1982, e que conta a história de um atleta olímpico escocês, pouco conhecido, que deixa de correr na sua prova preferida (os 100m) e para a qual se havia treinado arduamente desde sempre devido a esta se realizar num Domingo, dia sagrado para um cristão devoto, como ele era. Acaba por correr numa outra prova (os 400m) para a qual não se tinha preparado condignamente, e acaba por ganhá-la, conseguindo aqui o seu momento de glória ao bater o recorde mundial. A acção passa-se nos jogos de Paris, em 1924.
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A música é dedicada ao AA e ao AMN, que me facultaram, numa atitude bem liberal, os códigos para as músicas. Mais uma vez a apoiarem os pequenos e médios bloggers. Obrigado. Que os momentos de glória nunca vos abandonem.
Tiago Alves



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27 de Fevereiro, 2006 - 18:27

22 de Fevereiro de 2006

Foto: Cátia Milheiro

Dia de Festa Por: Cátia Milheiro 22 de Fevereiro, 2006 - 21:21

Hoje dia 22 de Fevereiro (sim eu sei que já passa das 00h00m) o meu menino, o meu mais que tudo é bebézinho, o mais lindo e fofinho dos bebezinhos :D Já são 21 aninhos (diz ele, apesar de eu achar que ele está muito velho, portanto devem ser antes 41 anos :P ) e muitos mais virão e eu estarei a teu lado para os celebrarmos :D Tu tornas este mundo especial, tu és especial e sem ti o mundo não seria nada! Desculpa por tudo :( prometo que nunca mais nada de semelhante vai acontecer… :( Procuro uma compensação, algo que alivie o que fiz :’( Farei tudo, o possível e o impossível para sempre te ver sorrir! És a minha vida, sem ti nada faz sentido! Amo-te Infinitamente! (não! Mais que Infinitamente!!) Perdidamente! Loucamente! Intensamente! Beijinhos para ti e só para ti!


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22 de Fevereiro, 2006 - 21:21

20 de Fevereiro de 2006

Foto: Pedro Cavaco

Observação social sobre os tradutores Por: Pedro Cavaco 20 de Fevereiro, 2006 - 22:57

Por vez confesso que me espanta o trabalho dos tradutores, principalmente os de livros, é preciso ter uma grande dinâmica para a dita profissão, a sério que o acho.


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20 de Fevereiro, 2006 - 22:57

Foto: Miguel Reis

Sweet November (2001) Por: Miguel Reis 20 de Fevereiro, 2006 - 08:58

Doce Novembro é um "remake" baseado num roteiro de Herman Raucher, filmado em 1968. Nesta versão, protagonizada por Charlize Theron e Keanu Reeves, a história de um romance experimental está ambientada para os nossos dias. Theron é Sara, uma mulher de espírito livre que cruza o caminho do executivo Nelson (Reeves). Nelson é um “workaholic” que deseja apenas ser deixado em paz para continuar com a sua carreira promissora. Mas Sara oferece um acordo pouco convencional: viverem juntos durante um mês, sem laços profundos, e em troca ela o "ajudará" a ser um novo homem. Intrigado pela proposta, Nelson aceita, acabando por encontrar com Sara coisas que ele nem imaginava estar dentro dele. Conforme essa mudança ocorre, Nelson percebe o que tem perdido por colocar a sua carreira como centro da sua vida. Entretanto nada é tão fácil quanto parece e Nelson descobre que Sara também tem seus segredos.

Arrasado pela crítica em geral, tanto nacional (lembro-me que salvo erro, no Público, o afirmaram como sendo mau até ao riso), como internacional, “Sweet November” foi apelidado em todo o lado como um filme para mulheres. Pois bem meus amigos, nada mais erróneo. Ou então estou mesmo a precisar, urgentemente, daquelas operações de mudança de sexo.

Este “Doce Novembro” ficará para sempre na minha memória, como o primeiro, e até agora único filme que realmente provocou-me uma lágrima no canto do olho. E a história repete-se vezes e vezes sem conta – ontem pela vigésima vez, revi-o e não resisti, mesmo sabendo toda a história de trás “prá” frente. Argumento básico e digno de um domingo à tarde na TVI? Sim, mas suficientemente bem tratado e interpretado pela bela e “doce” Charlize Theron, para “bater” no fundo do mais utópico dos românticos e fazê-lo querer sentir algo assim, um dia.

E não ficamos por aqui. “Sweet November” conta com uma das mais agradáveis e subtis bandas sonoras da história do cinema. Sim, leram bem, da história do cinema. Os temas interpretados por Enya encaixam nas diversas cenas dramático-românticas que nem Pitt na Jolie. Uma mistura explosivamente sentimental, que ajuda a demonstrar como duas personalidades completamente opostas acabam por ser inteiramente complementares.

A beleza, charme e interpretação de Charlize Theron não é, nem de perto, nem de longe, acompanhada ao mesmo nível por Keanu Reeves, que denota, neste género, bastantas e visiveís falhas. Mas “Doce Novembro” nunca pode ser visto como uma soma de partes, mas sim, como um todo. E por isso, a deficiente prestação de Reeves em vários aspectos, é completamente complementada por Theron e tapada pelo poder emocional do filme, e essencialmente, do seu final. E não esquecer o visual colorido e bem cuidado da cidade de São Francisco.

Desde que começei este blogue, que esperei pelo momento certo para escrever esta minha opinião sobre “Sweet November”. As razões foram várias, desde a falta de um consenso comum que o filme provoca, suscitando mais ódios que amores no público em geral, até ao saber que por mais e melhor que escrevesse, nunca iria retratar fielmente o que sinto por esta obra cinematográfica. Porque nenhuma fita além desta – e duvido que apareça mais alguma no futuro – tocou-me tão fundo mas ao mesmo tempo tão gentilmente na minha personalidade, talvez o melhor prémio para este “Doce Novembro”, seja mesmo quebrar todas as barreiras e fazer o que nunca fiz: saiem 6 estrelinhas para a menina Theron.

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20 de Fevereiro, 2006 - 08:58

19 de Fevereiro de 2006

Foto: Pedro Cavaco

Paulo Portas regessa, terra decadente Por: Pedro Cavaco 19 de Fevereiro, 2006 - 22:05

Se eu tivesse um pouco de respeito, não me ousava tão depressa a aparecer em público, estando claro na posição de Paulo Portas. Segundo consta, o antigo ministro regressa ao comentário televisivo na SIC, num programa quinzenal com cerca de 40 minutos. Dado que será do âmbito do comentário internacional, talvez seja oportuno explicar o porquê de ter ido ao Estados Unidos da América receber uma condecoração dada por Donald Rumsfeld que anteriormente havia sido dada a Paul Bremer, Steven Spielberg e John Glenn, é giro igualmente relembrar a polémica que houve quando o dito senhor se declarou convencido da influência da Virgem Maria, no evitar de um desastre ecológico no Minho. Vamos por de lado o caso “Moderna”, agora que penso nisto tudo… Onde está o serviço público de televisão a chegar? a uma terra chamada, decadente. Agora espere-se a época dos beijinhos e da simpatia, no formato quadrangular…


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19 de Fevereiro, 2006 - 22:05

Foto: Pedro Cavaco

Adoptar um amigo, um asno Por: Pedro Cavaco 19 de Fevereiro, 2006 - 18:26

Descobri no blogue do Jumento a página da AEPGA ( Associação para o Estudo e Protecção do gado Asinino), após uns momentos de volta da página, ponderei seriamente a hipótese de adoptar um dos meus animais preferidos (onde se engloba a galinha também), um asno. Talvez fosse uma prenda de anos original e que ao mesmo tempo ajuda na defesa destes curiosos animais, que tanto “admiro”. E para quem quiser gozar, com uma certa situação de tempos remotos, não irei dar resposta, ou se calhar até irei, mas não interessa…


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19 de Fevereiro, 2006 - 18:26

18 de Fevereiro de 2006

Foto: Miguel Reis

Blogue da Semana (VII) Por: Miguel Reis 18 de Fevereiro, 2006 - 14:16





Blogue: The Tracker


Autor: Mauro Rodrigues aka Membio


Endereço: http://membio.blogspot.com/

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18 de Fevereiro, 2006 - 14:16

17 de Fevereiro de 2006

Foto: Miguel Reis

Bowling for Columbine (2002) Por: Miguel Reis 17 de Fevereiro, 2006 - 20:18

Vivem-se tempos conturbados em todo o Mundo e as decisões tomadas nos EUA, enquanto maior potência militar e económica no nosso planeta, afectam não só a sua população mas também todas as outras à escala global. Galardoado com o Óscar na categoria de Melhor Documentário em 2002, bem como com o César de Melhor Filme Estrangeiro, “Bowling for Columbine” foi ao mesmo tempo aplaudido tanto pela crítica, como pelo público em geral, abordando e investigando o fascínio dos americanos pelas armas de fogo.

Michael Moore, director e narrador do filme, questiona a origem dessa cultura bélica e busca respostas visitando pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Entre essas cidades está Littleton, no Colorado, onde fica o colégio Columbine, local onde os adolescentes Dylan Klebold e Eric Harris pegaram em armas dos pais e mataram 14 estudantes e um professor no refeitório. Moore faz ainda uma visita ao actor Charlton Heston, presidente da National Rifle Association (Associação Nacional de Espingardas).

Um dos temas centrais de Bowling for Columbine envolve esta mesma associação, e a sua influência na legislação existente no que concerne ao porte de armas em território americano. A NRA foi criada em Nova Yorque, no ano de 1871 e é considerada por muitos como o mais poderoso organismo americano, sendo referida diversas vezes pelos seus membros como a mais antiga organização de direitos civis dos EUA, definindo na Constituição Americana a licença de porte de arma como um direito civil. Esta associação é considerada por muitos com sendo um dos mais influentes lobbies nos EUA devido à sua capacidade de entregar um número considerável de votos nos diversos actos eleitorais. Algumas pessoas atribuem mesmo crédito à NRA pela forte campanha levada a cabo nos estados do Arkansas e do Tennessee nas semanas que precederam as eleições presidenciais em 2000, que acreditam ter levado o candidato democrata Al Gore a perder as eleições nesses mesmos estados. Esta ideia é fortalecida por diversos discursos proferidos pelo ex-presidente Bill Clinton, que tinha ganho os dois estados nas suas corridas vitoriosas à Casa Branca em 1992 e 1996, em que refere que a NRA alertou a população de que uma vitória do candidato democrata significaria que as suas armas lhes seriam tiradas.

Diversas sondagens efectuadas na população americana sugerem que a maioria defende uma maior rigidez nas leis respeitantes ao manuseio e licenças de porte de armas, tendo-se vindo a verificar a criação de nova legislação nesse sentido em diversas regiões do país, sendo estas sempre fortemente contestadas pela NRA e os seus apoiantes. Essas leis variam desde a quase total proibição do porte de armas, como por exemplo em Washington, até à quase liberalização completa de diversas classes de armas de fogo em diversos estados, chegando mesmo a nível Federal. A NRA, perante esta nova legislação, contrapõe com o reforço na aplicação das leis existentes que proíbem pessoas condenadas e criminosos violentos de serem portadoras de armas, bem como a extensão das sentenças nos crimes relacionados com o uso de armas.

Na sua constante luta neste lobby pelos direitos de armas, a NRA defende que a Segunda Emenda garante o direito ao cidadão comum de posse e manuseio de armas de fogo, "right to keep and bear arms", bem como o direito à privacidade desses mesmos cidadãos. Alguns críticos da associação referem que o conteúdo da Segunda Emenda são restos de uma época dirigida por revolucionários que não faz sentido nos dias que correm, especialmente com o actual estado da tecnologia utilizada nas armas que os percursores da Segunda Emenda nunca poderiam ter imaginado na altura da sua criação. No entanto, algumas críticas direccionadas a este organismo vêm de defensores de que o uso e licença de porte de armas de fogo é um direito absoluto, que argumentam que o apoio dado pela NRA a algumas leis neste contexto vão contra esse direito, ou seja, de certa forma esta estará a agir contra os seus próprios princípios.

Michale Moore, é, por assim dizer, um “justiceiro”, que assalta os malfeitores com uma camerâ e os enfrenta destemidamente, num fascinante modo, que quebra todas as barreiras, politicamente correctas e que avança com informações potencialmente chocantes sobre o comércio de armas nos Estados Unidos. É ainda um estudo devastador e cáustico sobre a cultura do medo que aterroriza toda uma nação e que intencionalmente descrimina toda a raça negra, comandada pelos meios de comunicação social, num estilo de transmissão de mensagens semelhante a uma propaganda nazi, devidamente situada.

“Bowling for Columbine” é assim uma obra que toca em vários pontos fracos da sociedade e democracia americana, num estilo sensacionalista, popular e ao contrário do que seria aceitável, parcial. Mas, nada aqui é fictício, e tudo aquilo que vemos é a vida real, mesmo se pela percepção de Moore. E o grande mérito deste é não cair em simplismos e facilitismos, e atribuir a culpa da violência americana ao cinema ou aos video-jogos. Porque só se dispara sobre alguém se tivermos uma pistola nas nossas mãos.

Um filme divertido, empenhado, polémico, corajoso e original, em que não é necessário ter as convicções políticas do realizador, nem acreditar nas suas teses para o apreciar. E isso é uma enorme qualidade.



Nota de Redacção: Informação e excerto do artigo sobre a NRA retirado da Wikipédia.

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17 de Fevereiro, 2006 - 20:18

Foto: Pedro Cavaco

Sete maneiras de dizer router Por: Pedro Cavaco 17 de Fevereiro, 2006 - 20:06

Parece estranho quando consigo falar normalmente daquele pequeno aparelho que nos proporciona a distribuição, da nossa ligação, na estimada rede. Estranho já não é com certeza a forma como já ouvi falar e como já vi escrita a palavra router, ficam as 7 do topo para mais tarde recordar: rutter, ráiter, ráuter, ráiturer, rráuntor, rúáter e rúnter. Já nem vou falar da palavra wireless, senão provavelmente iríamos obter algo como ráuter uái-cheléxe, o que sem dúvida ficaria bem como nome para uma marca… na língua alemã? talvez…


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17 de Fevereiro, 2006 - 20:06

Foto: Tiago Filipe

Bom Dia! Por: Tiago Filipe 17 de Fevereiro, 2006 - 05:18

Depois de dormir 6/7h em duas noites, deitei-me as 5 da tarde e só acordei as 5 da manhã. Portanto, não digam que eu vos ignorei a noite toda no msn :P

BOM DIA!


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17 de Fevereiro, 2006 - 05:18

Foto: Gonçalo  Queiroz

Foto do Mês FEV06 Por: Gonçalo Queiroz 17 de Fevereiro, 2006 - 00:19


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17 de Fevereiro, 2006 - 00:19

16 de Fevereiro de 2006

Foto: Pedro Cavaco

As minhas 5 manias Por: Pedro Cavaco 16 de Fevereiro, 2006 - 22:30

Ah e tal, lançaram me um desafio com aqueles artigos da moda na Internet e vamos lá ficar da moda também, e responder. Ficam aqui as regras para os próximos participantes que decidam responder à minha posterior chamada neste desafio. Assim sendo, cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar aos respectivos blogues aviso do recrutamento. Além disso, cada participante deve reproduzir este regulamento, no seu blogue quando participa. Dito isto aqui vai, para quem não faz nada na vida e queira ler e ler… isto:

  1. Tenho a mania de deixar lenços ranhosos por todo o sítio, como que se de pedrinhas se tratassem para não me perder. É para saberem por onde ando, o que é realmente bem jogado, dado o tempo moderno em que vivemos, esqueçam o GPS.
  2. Tenho uma mania maluca de fazer várias vezes, actualizar, com o botão direito do rato quando estou a trabalhar ou a mexer em Windows.
  3. Tenho a mania que o Homem é inteligente no entanto é basicamente burro por deturpar princípios tão básicos como o modo em existe o porquê disso ter acontecido, a estes princípios juntam-se o meu abrupto interesse pela dualidade universal das coisas e o mundo do imaginário, aquele que quebra barreiras perante o real que já por tantas vezes nos demonstra que é falso e verdadeiramente incoerente.
  4. Tenho a mania que vou escrever um livro muito bom, embora nem o consiga começar.
  5. Tenho a mania que os outros têm que me aturar e que por vezes sou um bocado bruto na forma como digo ou expresso uma critica, ideia, opinião, ou mesmo um protesto.

Depois disto quem quiser deixar de ser meu amigo, mande-me uma mensagem de correio electrónico por favor, o endereço está na secção contactos aqui da minha página. Passo no entanto a palavra e o desafio ao senhor Rui Moura, ao Gonçalo Queiroz, à Marta Afonso, ao Ricardo Garrete e ao Tiago Filipe. Paródia!!


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16 de Fevereiro, 2006 - 22:30

Foto: Rui Moura

Molotov Baseball – a fonte de toda a estupidez? Por: Rui Moura 16 de Fevereiro, 2006 - 20:01

Sim um facto comprovado, para alm de serem a maior potencia mundial, os E.U.A. são a maior fonte de estupidez concentrado no mundo, talvez at no Universo. Porque? Perguntam vocês, bem aqui est um exemplo…

http://movies.collegehumor.com/items/2005/06/collegehumor.160812.wmv


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16 de Fevereiro, 2006 - 20:01

15 de Fevereiro de 2006

Foto: Pedro Cavaco

Europa e as estrelas do avesso Por: Pedro Cavaco 15 de Fevereiro, 2006 - 20:54

A representação europeia anda fraca, com toda a popa e circunstância criada em torno deste negócio religioso dos desenhos nos jornais, a Europa conseguiu revelar mais uma vez aquilo que no seu cerne não existe, união. Todo este aparato levado a cabo estrategicamente contra a Dinamarca por radicais islâmicos deveria ter sido um marco na questão activa da imagem que o velho continente terá que possuir perante um mundo agressivo, que pondera face à agressividade de factos e não à simpatia subserviente que ultimamente se demonstra como uma doença. Esta será uma postura que a bem ou a mal todos nós teremos que encarar é só uma questão de tempo, espero que apenas tempo.


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15 de Fevereiro, 2006 - 20:54