
Nas minhas leituras do Freakonomics e nomeadamente na página 174 da versão portuguesa, aparece esta equação “Risco = Perigo + Alarme“, só quero chegar ao ponto em que nesta situação do H5N1 estamos perante uma situação de Perigo baixo mas Alarme alto, não sou especialista na matéria, mas o H5N1 não deve ter decidido por ele só que ia sofrer mutações em 2006, além do mais sejamos concretos, morrem mais pessoas atropeladas em Portugal em 15 dias do que no mundo inteiro com a gripe das aves. Mas lá está o Risco foi provocado e a comunicação social como sempre mandou tudo e mais alguma coisa cá para fora, portanto quando não houverem mais notícias podemos sempre esperar a palmadinha no ombro a lembrar que algures ai anda a gripe das aves, tal como a pneumonia atípica, lembram-se? Houve alguém em livros que ficção que falava desta novo fundo de lucro.
30 de Abril, 2006 - 20:36
Eu já la estou e tu?!
30 de Abril, 2006 - 18:29
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags - viajar à frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos PlayStation, XBox. Nada de 40 canais de televisão, jogos de vídeo, home cinema, telemóveis,computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos e se os quiséssemos encontrar íamos á rua. Jogávamos ao elástico e à barra e à bola, até doía! Caíamos das arvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos às portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não, íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, pois eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo. És um deles? Parabéns!
Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, "para nosso bem". Para todos os outros que não têm idade suficiente pensei que gostassem de ler acerca de nós.
*recebido por e-mail
30 de Abril, 2006 - 10:45
Nada melhor do que uma vitória por 3-0 frente ao grande rival para festejar o título. O United foi o único que conseguiu morder os calcanhares à equipa de Iosé. Um grande jogo, com bons golos (a cavalgada de Ricardo Carvalho, desde a sua área até ao remate que deu o terceiro golo, é absolutamente fantástica!), que levou à consagração dos blues.
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Nota: Inglaterra é, sem dúvida, dos países menos burocratizados do Mundo. O Chelsea ganha o jogo, sagra-se campeão e dez minutos depois está montado o palco da festa e a taça e as medalhas são entregues a quem de direito. Very impressing.
Nota II: O cachecol nacional que Mourinho colocou, enquanto andava pelo relvado a festejar. Orgulho lusitano: alguém que não esquece a casa de onde veio.
Nota III: A festa dos adeptos, os cânticos, as mensagens, o carinho para com os jogadores e equipa técnica. Só não percebo porque é que não invadiram o relvado para os despir!
29 de Abril, 2006 - 15:23
A Frize limão-cola pode parecer meio esquisita quando comparada com as suas antecessoras limão, tangerina, ananás ou mesmo morango. Nomeadamente, no que toca ao sabor e à sensação de frescura. É verdade. Mas façam como eu fiz e experimentem bebê-la a uma refeição. É que é do outro mundo!
29 de Abril, 2006 - 13:01
Eles deram ontem o concerto do seu novo álbum no Fórum Cultural J M Figueiredo (Baixa da Banheira), a meu ver é um álbum muito mais maduro o que prova que os FT estão a crescer como banda e estão para durar. A qualidade deste novo trabalho está fantástica e eu aconselho vivamente, é a produção nacional ao rubro.
29 de Abril, 2006 - 01:34
Texto sobre o processo de Bolonha e as suas grandes apostas. Sem esquecer os males que podem decorrer da sua deficiente interpretação e aplicação.
Publicado há dois dias no
Diário do Barreiro
. Arquivado, como é costume, na
Torre
.
28 de Abril, 2006 - 22:08
Scolari dá um murro na mesa e diz que não vai treinar a Inglaterra. Tal como há dois anos atrás, antes do início do Euro, surgem rumores que colocam Scolari numa posição desconfortável. Hoje, como há dois anos atrás, Scolari decide rejeitar um possível entendimento para preservar a estabilidade do plantel nacional.
É perfeitamente normal os contratos entre seleccionadores e Federações serem feitos para terminar após uma das duas grandes competições internacionais. Chama-se bom senso. Também é mais do que normal que, algum tempo antes, clubes e selecções comecem a definir os seus futuros líderes. As movimentações surgem sempre: os contactos, as sondagens, os convites. A época tem de ser preparada com antecedência, quer para os clubes (que começam a época em Julho) quer para as selecções (que em Setembro iniciam as qualificações).
Normais não são, porém, as acusações e os ataques que imediatamente assolam o seleccionador, como se este não fosse livre de negociar com quem quiser.
Mais uma vez, por Portugal, Scolari perde uma oportunidade de abraçar um novo desafio. Desafios que só são propostos a quem é realmente bom.
28 de Abril, 2006 - 21:30
Timor, símbolo da auto-determinação dos povos, baluarte da liberdade da gente da terra e exemplo de descolonização tardia, controlada e com futuro, está a começar a descambar. Quando os militares começam a ficar insatisfeitos está dado o primeiro passo para o golpe militar ou para o princípio de guerra civil. É triste e até pode ser desolador, mas é verdade. Sozinhos, a maioria dos povos não ocidentais não consegue, sem ajuda ou intervenção internacional, descobrir o caminho democrático, ao não conseguir fortalecer e credibilizar as instituições. Aqui apenas fica mais um exemplo.
28 de Abril, 2006 - 08:03
São 7.58 da manhã e já se deve chegar quase aos 20º. Vem aí mais um dia de praia. Areia, água e sol. Tudo isto numa sala cheia de computadores.
28 de Abril, 2006 - 07:58
Blogue: Blog Blog BlogAutor: lmarchaoEndereço: http://blogblogblogcinema.blogspot.com/Razões da nossa escolha:» Actualização regular;
» Divulgação da Blogosfera Cinéfila;
» Selecção dos melhores artigos deste "nosso" pequeno mundo;
» Categoria "Cinco Posts sobre..."
26 de Abril, 2006 - 22:29
Dia seguinte, e após a
reacção a quente
, constata-se que, além do cravo, pouca coisa mudou nestas andanças de comemorações abrilescas.
O Presidente fala. Conseguiu surpreender e, embora com tiques colectivistas (afinal de contas, Cavaco é um social de mocrata), escolheu um tema que, agora, parece adequado a toda a gente. Tanto, que o debate mensal já o tem como tema.
A extrema esquerda não bate palmas.
O Governo diz que o Presidente apoiou a política do Governo. Que a legitimou e disse aos críticos que, afinal, aquela coisa da cooperaçao estratégica era mesmo a valer.
A extrema-esquerda não bate palmas.
A oposição de direita diz que está disposta a colaborar e que não é por ela que a colaboração não existe já. Estão disponíveis para consensos alargados e pactos de regime, e acham muito bem que o senhor Presidente se preocupe com o dito assunto. Ah, e pareceu-lhes ouvir um pequeno raspanete ao Primeiro Ministro.
A extrema-esquerda não bate palmas.
Em Abril nada de novo.
26 de Abril, 2006 - 22:28
Colocar o discman no random e deixar rodar. Podemos conhecer todas as 20 músicas que gravámos de cor, mas nunca sabemos qual a que vem a seguir.
E cada vez que a música está a acabar é imaginar qual será a próxima, é apostar que é esta, é pensar que era bom que fosse aquela. E quando começa e é mesmo aquela que queríamos, é fechar os olhos, é cantar, é olhar o céu.
26 de Abril, 2006 - 21:34
26 de Abril, 2006 - 10:55
Para quem, como eu, gosta ainda muito do Rebirth, há a opção para GNU/Linux que já existe há algum tempo, mas só por mim agora encontrada (com a ajuda do Pedro Ângelo), o FreeBirth.
Já agora, se alguém encontrar a versão do Roland 338 em forma física, guarde-a, que eu compro!
26 de Abril, 2006 - 09:45

É simplesmente vergonhoso o conjunto de atitudes levadas a cabo nos últimos dias pelos considerados intelectuais políticos nacionais, aqueles que têm o canudo do conhecimento e se enfrentam a dizer que Portugal é um país pouco produtivo, mas que são os primeiros a cair no “suposto” buraco irresponsável de trabalho numa véspera de feriado. Mas hoje é 25 de Abril, hoje pela primeira vez na nossa história a direita pode “chutar” para fora que com ou sem 25 de Abril a visão era clara e indiferente, onde por palavras simples se chega ao facto de que simbolicamente o 25 de Abril, lhe é apresentado com pouco ou nenhum valor, quebra-se a simbologia onde até pela primeira vez o Presidente da República não usa o cravo. Fala-se de exclusão social e faz-se exclusão histórica e política, muitos se esquecem pois então que independentemente tudo o que foi o 25 de Abril, foi ele que os pôs hoje onde estão, talvez essa tenha sido uma outra lacuna de todo este tempo. Existe também sempre aquele que enfim, algo importante lhe falta… com tudo isto se marca o 25 de Abril de 2006.
25 de Abril, 2006 - 22:23
O discurso de Cavaco Silva assustou os homens da extrema-esquerda. Tanto, que nem conseguiram bater palmas. Sem cravo (ah! Grande homem!), preferiu centrar as atenções na exclusão social, falando de um "Portugal a duas velocidades". Propôs um compromisso alargado, dizendo que estava na altura de definir prioridades: o eterno combate ideológico ou a acção no que é consensual.
Embora neste caso a acção consensual seja algo urgente, talvez a ideologia possa ser um bom meio de discussão para decidir que meios usar para a perpretar. Acredito que, exceptuando os extremistas da nossa quadratura, todos queiramos uma sociedade mais justa e equitativa. Porém, quando se desce ao terreno, quando se discutem caminhos e medidas concretas, nem dentro de cada grupo parlamentar encontraremos consensos. Se aceitarmos este facto, somos forçados a concluir que, afinal, apenas o problema da exclusão social é consensual. A solução para o mesmo é, pelo contrário, passível de gerar fracturas e discussões bem acaloradas. Discussões onde as ideologias serão a base argumentativa para a tomada de posição. Discussões de onde, espera-se, nasça alguma luz.
P.S. Ressalvo ainda a pergunta marcante do discurso. "A criança do cartaz [no post anterior](...) como terá ela crescido?"
25 de Abril, 2006 - 12:06
32 anos sobre a revolução, 31 anos sobre as eleições para a Constituinte, 30 anos sobre a entrada em vigor da Constituição.
25 de Abril, 2006 - 10:02
Ás 3:42 do dia 25 de Abril de 2006, http://www.microsoft.pt dizia-me no Firefox o seguinte:

25 de Abril, a microsoft.pt em baixo? Viva a Liberdade!!!
25 de Abril, 2006 - 03:42