Pangeia

30 de Novembro de 2007

Foto: Red Tuxer

Revista BrOffice.org ZINE nº4 em download Por: Red Tuxer 30 de Novembro, 2007 - 21:10

Após dois meses sem nenhum lançamento, eis que saiu a edição nº4 da BrOffice.org ZINE. Para quem ainda não saiba, BrOffice.org é o nome que o projecto OpenOffice.org tem no Brasil devido a uns probleminhas legais com o nome OpenOffice.
Nesta edição os pontos fortes são:

  • Inclusão digital com o BrOffice.org em entrevista com Marcelo Massao
  • Inserção de imagens em documentos, conversão de texto para tabela, inserção de marcas de água e ainda mais
  • Tutoriais: PyUNO e as caixas de diálogo; utilização da função "SE"
  • Resumos de notícias sobre BrOffice.org e ODF

E tudo pronto a usar, bastando fazer o download aqui.

Fonte: Notícias.Linux.com.br



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30 de Novembro, 2007 - 21:10

Foto: Miguel Reis

10 Blogues, 5 Filmes, 1 Realizador – Novembro de 2007 Por: Miguel Reis 30 de Novembro, 2007 - 00:19

Os mais atentos certamente repararam que temos um novo colaborador nesta rúbrica. É o hábil e empenhado cinéfilo Alvy Singer, responsável pelo notável processo de maturação do blogue Deuxieme e que substitui o agora ausente Francisco Mendes, que gentilmente participava nesta iniciativa desde a sua primeira edição.

Este mês, surpresa das surpresas, temos entre os filmes mais vistos pela vadiagem que participa nesta tramóia, "A Outra Margem", um filme de Luís Filipe Rocha que, honestamente, passou completamente ao lado deste blogue. O realizador escolhido foi Robert Zemeckis, e uma vez mais para espanto meu, "Forrest Gump" levou na cabeça de "Back to the Future" - que, atenção, para mim não deixa de ser um filmaço de culto -. Já agora, qual o vosso favorito de Zemeckis?

Em Dezembro, alguns títulos a espreitar no caso de não serem adiados como é costume. Entre eles, "Good Luck Chuck" com Dane Cook e Jessica Alba, "Fred Claus", que conta com um elenco de peso, o apocaliptíco "I am Legend" e, por fim, o tão esperado "My Blueberry Nights" de Kar Wai Wong. Um pouco de tudo, como o povo gosta.

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30 de Novembro, 2007 - 00:19

29 de Novembro de 2007

Foto: Red Tuxer

Nem vale a pena comentar… Por: Red Tuxer 29 de Novembro, 2007 - 21:48


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29 de Novembro, 2007 - 21:48

Foto: Miguel Reis

Avatar de Cameron começa a ganhar contornos Por: Miguel Reis 29 de Novembro, 2007 - 15:59

James Cameron, o realizador dos dois primeiros Terminator, de Titanic, Aliens e True Lies vai voltar em 2009 com a megalomania do costume. A estreia do já aclamado próximo "épico de ficção científica" foi marcada para Maio de 2009 e uma primeira imagem artistíca de uma das personagens do filme já anda a passear pela Internet fora. A história, para os mais distraídos, relata a história de um futuro inimaginável onde um veterano de guerra é despachado para um planeta distante, onde terá de enfrentar humanóides azul-florescente com cauda para sobreviver. Entre os nomes já confirmados para o elenco, constam Sigourney Weaver e Michelle Rodriguez. Numa primeira análise, parece filme para Uwe Boll, mas Cameron tem um estatuto que não deixa dúvidas: vai sair epopeia cinematográfica, dê por onde der.

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29 de Novembro, 2007 - 15:59

Foto: Pedro Cavaco

O tal acordo? ortográfico… Por: Pedro Cavaco 29 de Novembro, 2007 - 14:44

Com o devido respeito pelos países presentes na CPLP, não posso deixar de mostrar desagrado, sobre o maçador acordo ortográfico.
Não tenho nada contra o português do Brasil, mas acima de tudo não tenho nada contra o português de Portugal. Eu sei que supostamente é um bom ponto de partida para uma unificação da língua, com objectivo a uma maior projecção de nível internacional, mas como todos sabemos, isso só por si não é nada.
Além da grafia, a língua portuguesa difere no modo estrutural de país para país, acho bacoco ler-se Vinicius de Moraes em português de Portugal, tal como acho palerma ler-se Eça de Queiroz em português do Brasil. O acordo ortográfico não vai eliminar palavras portuguesas do dicionário, no entanto, vai definir que um facto seja um fato com maneira correcta da escrita.

Se até ao momento os portugueses não têm desculpa para escrever mal, este acordo vem sem dúvida dar-lhes um bom motivo, o que ironicamente, poderá ser quando a grande maioria deles está disposta a escrever bem.


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29 de Novembro, 2007 - 14:44

Foto: Nuno Cardoso

OFFF Lisbon 2008 Por: Nuno Cardoso 29 de Novembro, 2007 - 10:06



OFFF LISBON 2008__8, 9, 10 de Maio!
Em 2001 o evento passou por Barcelona, passando agora por Lisboa, em 2008. O festival aborda as últimas tendências estéticas no mundo digital e de programação, pretendendo ser uma celebração mundial da criação digital.

O evento vai contar com vários profissionais da área digital, web designers, graphic designers, motion graphic designers, researchers, directors, advertising creatives, etc.


http://www.offf.ws/

http://www.flickr.com/photos/offf

fonte: asourceofinspiration.com



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29 de Novembro, 2007 - 10:06

28 de Novembro de 2007

Foto: Red Tuxer

Depois sou eu que tenho mau feitio…. Por: Red Tuxer 28 de Novembro, 2007 - 23:06

No top ten dos piores produtos tecnológicos de sempre, o Windows Vista ou mais sobejamente conhecido por Me2, ocupa orgulhosamente o 10º lugar! E é o único sistema operativo nesse top ten, o que é caso para dizer UAU!

Any operating system that provokes a campaign for its predecessor's reintroduction deserves to be classed as terrible technology. Any operating system that quietly has a downgrade-to- previous-edition option introduced for PC makers deserves to be classed as terrible technology. Any operating system that takes six years of development but is instantly hated by hordes of PC professionals and enthusiasts deserves to be classed as terrible technology.

Windows Vista conforms to all of the above. Its incompatibility with hardware, its obsessive requirement of human interaction to clear security dialogue box warnings and its abusive use of hated DRM, not to mention its general pointlessness as an upgrade, are just some examples of why this expensive operating system earns the final place in our terrible tech list.

E depois sou eu o venenoso...

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28 de Novembro, 2007 - 23:06

Foto: Pedro Cavaco

Blasted Mechanism – We Por: Pedro Cavaco 28 de Novembro, 2007 - 23:02


O teledisco da música We, feito pelo interplanetário, Valdjiu…


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28 de Novembro, 2007 - 23:02

Foto: Miguel Reis

Rankings CN: Uma Questão de Quilos! Por: Miguel Reis 28 de Novembro, 2007 - 12:42

Engordar, emagrecer, ganhar músculo, ficar esquelético ou horrendo. A profissão muitas vezes a isso exige e a paixão pela arte ou pela história não permite o luxo de recusar. [F]

Quinto Lugar Ex Aequo: Renee Zellwegger em Bridget Jones: The Edge Of Reason e Eric Bana em Chopper.


Zellwegger teve que engordar cerca de treze quilos para interpretar Bridget Jones.
Bana cerca de catorze quilogramas, bem como perder quatro horas diárias a tatuar falsos dísticos no seu corpo, entre outras transformações, todos os dias antes das filmagens.

Quarto Lugar: Jared Leto em Chapter 27.


Leto "só" precisou de engordar 29 Kg para interpretar o papel de Mark David Chapman, no filme que retrata a morte do Beatle John Lennon. A paixão pelo enredo era tanta, que Leto considerou a proposta irrecusável e comeu pizza durante semanas, ao almoço e ao jantar, até atingir os requisitos para o papel.

Terceiro Lugar: Charlize Theron em Monster.


Para agarrar o papel da serial-killer Aileen Wuornos, Charlize engordou 14 quilos, passou horas diárias na maquilhagem e agiu que nem uma maluca desvairada nas filmagens. E resultou: Theron acabou por levar o Óscar para casa.

Segundo Lugar: Robert De Niro em Raging Bull.


De Niro é um daqueles quase extintos actores de método. Para "Cape Fear", foi ao dentista por iniciativa própria para estragar os dentes e dar mais credibilidade à sua personagem. Em "Taxi Driver", trabalhou durante semanas como taxista em Nova Iorque e para "New York, New York" aprendeu, sem qualquer obrigação, a tocar saxofone. E por aí adiante. Em "Raging Bull" ganhou 28 Kg, levou porrada que se fartou nas filmagens e ainda ia todas as manhãs para o ginásio enfrentar um daqueles sacos de pancada. Que saudades desse De Niro!

Primeiro Lugar Ex Aequo: Christian Bale em The Machinist e Matt Damon em Courage Under Fire.



Em 2004, Bale perdeu quase 30 Kg para interpretar o papel de um maquinista com insónias. Diz Brad Anderson, o realizador do filme, que Bale queria ainda perder mais peso mas que foi proibido pelos produtores do filme. Como se não bastasse, nos seis meses seguintes, ganhou uns quase ridículos 45 Kg para ser o novo "Batman". De doidos! Já Damon ao emagrecer 19 Kg para o seu papel em "Courage Under Fire", ficou às portas da morte. Um pouco longe demais não?

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28 de Novembro, 2007 - 12:42

Foto: Nuno Cardoso

Ilustração Beatriz Costa – Expo. + catálogo Por: Nuno Cardoso 28 de Novembro, 2007 - 11:19



No âmbito do centenário do nascimento de Beatriz Costa, o qual se celebra no próximo dia 14 de Dezembro, a produtora Tugaland e o DN/JN vão editar uma colecção em três volumes que incluem dois filmes, "Aldeia da Roupa Branca" e "A Canção de Lisboa", 2 dvd’s de fados e marchas populares e a reedição do livro de memórias "Sem Papas na Língua".


A Tugaland convida-o a participar com uma ilustração para uma exposição no Auditório Museu Beatriz Costa em Mafra, no contexto das comemorações do centenário. Além da exposição a Tugaland vai editar um catálogo com todas as ilustrações expostas.

 
O prazo de entrega é dia 10 de Dezembro de 2007 para o seguinte e-mail:

production@cordaseca.com

 

Requisitos:
 

1. Três temas à escolha:

tema 1: “A CANÇÃO DE LISBOA” – filme c/ Beatriz Costa
tema 2: “SEM PAPAS NA LÍNGUA” – livro de memórias escrito por Beatriz Costa
tema 3: “A ALDEIA DA ROUPA BRANCA” –filme c/ Beatriz Costa

2. Especificações técnicas:
- ficheiros TIF a 300 dpi em CMYK
- só se podem usar 3 cores: branco, preto e vermelho (Cyan 0 / Magenta 100 / Yelow 100 / Black 0)
- enviar por e-mail, e de preferência por correio para TUGALAND - Rua do Limoeiro, nº 7, 2º, 1100-308 Lisboa
- Dimensões: 149mm largura  X 180mm altura e 3mm de bleed.

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28 de Novembro, 2007 - 11:19

27 de Novembro de 2007

Foto: Red Tuxer

Parece que o Ministério da Educação anda com alguns problemas financeiros… Por: Red Tuxer 27 de Novembro, 2007 - 19:12


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27 de Novembro, 2007 - 19:12

Foto: Red Tuxer

Acordo Ortográfico, o que muda e as traduções Por: Red Tuxer 27 de Novembro, 2007 - 19:11

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, garantiu que vai ratificar o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa até ao fim deste ano de 2007, e com vontades semelhantes estarão Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
Mas afinal o que é o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, quais são as suas consequências para os países que falam o Português e como é que as pessoas o vêem??

O Português é a terceira língua mais falada no mundo ocidental e a sexta em todo o mundo, sendo o idioma oficial do Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste, e ainda é falada na antiga Índia Portuguesa, além de ter estatuto oficial na União Europeia, Mercosul e na União Africana. Há ainda cerca de vinte línguas crioulas de base portuguesa além de ser língua minoritária em Andorra, Luxemburgo e em outros países europeus, africanos e americanos. É uma língua românica que tem sofrido uma evolução histórica, sendo influenciada por outros idiomas e dialectos. Hoje, a língua portuguesa compreende vários dialectos e subdialectos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões internacionalmente reconhecidos que são o português brasileiro e português europeu. Hoje em dia, o português é a única língua falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais e é essa a situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende acabar. Devo recordar que já em 1945 tinha sido tentado uma certa unificação entre Portugal e Brasil, e que Portugal chega a implementar ao contrário do Brasil.
Uma coisa muito importante a esclarecer é que o Acordo é para a unificação da ortografia da Língua Portuguesa e não da Língua Portuguesa! Uma explicação mais aprofundada é dada por José Luiz Fiorin, professor de Linguística da USP:

"A língua é uma coisa viva, mutante, que varia de acordo com a província, com os enunciados e com as necessidades dos falantes daquela língua. Não dá para uniformizar a pronúncia, o estilo, a poesia da língua. O que dá para unificar é a grafia, a representação gráfica e é exatamente isso que o acordo propõe.
...
A ortografia não reflete exatamente o que é uma língua. A ortografia é uma convenção, regida por lei, que retrata graficamente as palavras de uma língua. Agora a língua mesmo é bem mais que isso. A gente fala, a gente se expressa, a gente ama, a gente se desespera e a gente mostra o que é em Português. A língua é isso, é essa tradução da identidade do povo. A ortografia é só a representação gráfica disso tudo. E ela não é capaz de refletir com exatidão. A gente fala “di dia”, e a grafia correta é “de dia”. A gente fala “lobu”, e a grafia é “lobo”. Então nem sempre a grafia é a representação mais fiel da língua, fora os sotaques, as entonações, as variações regionais, tudo isso. Uma reforma radical da língua apontaria na direção dessas mudanças. Adaptar a língua escrita à língua falada."


Em termos práticos, a unificação da ortografia implica que 1.6% do vocabulário de Portugal seja modificado enquanto que o vocabulário no Brasil sofre apenas 0.45% de alterações, mas apesar destas mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país. O alfabeto passa a ter 26 letras ganhando o "K", o "Y" e o "W"; cai o "h" como em "húmido" para ficar úmido, desaparecem o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado como "acção", "acto", "baptismo" ou "óptimo". Parece que o Presidente do Conselho Marcelo Caetano já se preparava para eliminar estas consoantes mudas quando se deu a revolução em 1974!
No vocabulário brasileiro desaparece o acento circunflexo em palavras como "abençôo", "vôo", "crêr", "lêr" e outras. Desaparece também o trema em palavras como "lingüíça", "freqüencia" ou "qüinqüénio", coisa que em Portugal há muito que não se usava, além do acento agudo nos ditongos abertos como "assembléia", "idéia" ou "jibóia".

O que deve ficar claro com este Acordo Ortográfico é que ele muda a grafia de certas palavras, a maneira como se escrevem mas não altera a pronúncia de nenhuma palavra! Ele não cria nem elimina palavras, não tem a ver com as variações de uso ou significado delas, não elimina em nenhuma palavra qualquer letra que se leia numa pronúncia culta da língua, não estabelece regras de sintaxe, não interfere com a coexistência ou com as regras de normas linguísticas regionais, tem a ver somente com a maneira de escrever as palavras! Com o Acordo Ortográfico, a grafia das palavras passa a ser regulamentada nos países de língua portuguesa por uma única norma.

Sobre este acordo pedi a dois tradutores de software livre, a sua opinião sobre as possíveis vantagens ou desvantagens que poderão advir com a implementação do Acordo Ortográfico. Os entrevistados são o André Noel (AN) do Projecto de tradução Ubuntu para o português brasileiro (pt_BR) e o António Dias (AD) das traduções do projecto Mozilla para português europeu (pt_PT). Ao contrário do António Dias que confessou estar um pouco reticente quanto ao Acordo, o André Noel está bem mais optimista e consciente que o Acordo será apenas para unificar a escrita entre os países de língua portuguesa. Por curiosidade, o António Dias escreveu uma proposta para uma nova ortografia que se encontra disponível para consulta no seu site.

Tux Vermelho: -O que sabes sobre o Acordo Ortográfico?

AN: -Não estou profundamente por dentro do assunto, mas sei que a idéia é unificar a escrita entre os países de língua portuguesa.
AD: -Muito pouco. Sei que já devia ter entrado em vigor em todos os países da CPLP, descontando os necessários períodos de transição, mas que há alguns entraves burocráticos na sua adopção plena -- e talvez Portugal esteja a ser o país que mais resistência tem apresentado a isso.
Sei também quais as alterações mais notáveis para a ortografia do português europeu, que são quase todas pacíficas para mim, embora tenha algumas dúvidas quanto à razão de ser de outras.

Tux Vermelho: -Achas que o acordo seria perigoso no aspecto de acabar com os sotaques e variações que existem em todos os países que falam português?

AN: -De forma alguma. A escrita seria unificada, porém cada país continua com suas palavras específicas e com sua forma de falar. Acredito que a mudança gere dúvidas e desafios, mas nada muito pesado.
AD: -Não. O acordo, ao que sei, não tem qualquer influência na linguagem falada, apenas na ortografia.

Tux Vermelho: -Que benefícios poderia trazer, especialmente no teu trabalho de traduções?

AN: -Na minha área (informática) os benefícios seriam muito grandes. A maioria dos programas são feitos em inglês e depois traduzidos para inúmeras línguas. Com o acordo, ainda teríamos times de tradução diferentes para os diferentes países de língua portuguesa, porém muito trabalho poderia ser aproveitado de um país para o outro, necessitando apenas de revisão em termos específicos do país e não na grafia.
Na tradução do Ubuntu, por exemplo, a tradução para português brasileiro é a sexta mais completa. A última versão do GNOME foi lançada com a interface 100% traduzida para português brasileiro. Seria muito bom se isso pudesse ser compartilhado de forma fácil com outros países.
AD: -O acordo ortográfico terá uma influência muito limitada nas traduções do projecto Mozilla ou, já agora, qualquer outra tradução. Basicamente, bastará rever a tradução para emendar as palavras alteradas pelo acordo. Com um pouco de imaginação, isso até poderá ser feito automaticamente.
Uma das grandes vantagens do acordo será poder ter um único corrector ortográfico para os dois sabores da língua portuguesa.

Tux Vermelho: -Que dirias àqueles que estão reticentes com o acordo?

AN: -Toda mudança gera grande espectativa. Mas quando tratamos de países que possuem uma riqueza de material escrito (literatura, tecnologia, etc.), seria muito vantajoso esse acordo.
AD: -Não sei, principalmente porque mesmo eu tenho algumas dúvidas quanto à necessidade da sua implementação. Penso que o grande argumento a favor da adopção do acordo será que as alterações são mínimas e, a maior parte delas, com alguma lógica.
As minhas reticências quanto à necessidade deste acordo prendem-se maioritariamente com o impacto financeiro que este irá ter, não só nas editoras e serviços do estado (que são os implicados mais óbvios), mas em toda a sociedade, pois isso implicará a alteração de letreiros, avisos, manuais técnicos, etc., que terá o seu custo. Esse custo seria negligenciável se as vantagens do acordo fossem evidentes, como uma maior facilidade na aprendizagem da escrita. No entanto, as alterações são tão poucas e inconsistentes que essa vantagem não existe.

Tux Vermelho: -Algo mais que queiras opinar?

AN: -Participo e acompanho o Planeta GNU/Linux Brasil (planeta.gnulinuxbrasil.org), onde pude ter um contato com irmãos lusitanos. Ali vejo as vantagens de ter um canal aberto entre países de língua portuguesa. Acredito que cada passo em prol de uma aproximação de tais países seja uma grande conquista.
AD: -Gostaria de dizer a todas as editoras, brasileiras ou portuguesas, que pensam que o com o acordo ortográfico o mercado se alargará para incluir todos os falantes da nossa língua, que pensem de novo. O português do Brasil é diferente do português europeu em mais do que a ortografia. Aliás, a ortografia é apenas um pormenor sem importância, já que a verdadeira diferença está no vocabulário e na construção das frases, que é já algo diferente no uso comum mas bastante diferente no português técnico. Muitos portugueses preferem ler manuais técnicos em inglês do que a sua tradução em português do Brasil precisamente porque preferem ler "file" e pensar "ficheiro" ou ler "screen" e pensar "ecrã" do que ler "arquivo" ou "tela" e ter que parar para pensar o que é isso. E isto são os portugueses, que até estão algo acostumados a ouvir o português do Brasil, por culpa das séries brasileiras ou da música. Imagino que para o brasileiro comum, que tem muito menos contacto com a nossa versão da língua, os termos "ficheiro" e "ecrã" soem ainda mais estranhos.
Suponho que este problema não se põe na literatura ou na arte -- nunca tive qualquer problema em entender as canções ou as telenovelas do Brasil ou os livros do Jorge Amado na sua versão original, e acho que todas as pessoas da minha geração leram banda desenhada em brasileiro ("pernilongo" para designar "mosquito" é um daqueles termos que ficará para sempre gravado na minha imaginação). Mas sei que cada vez que leio um livro técnico em português do Brasil fico a pensar que o preferia ter lido em inglês.
Quanto ao acordo propriamente dito, acho que só valeria a pena se fosse realmente radical e transformasse a nossa linguagem escrita em algo bastante mais perto da linguagem falada, eliminando as suas inconsistências e melhorando a facilidade com que se aprende a escrever.
Por coincidência, há uns anos escrevi uma "proposta para uma nova ortografia da língua portuguesa" [1], que também tem os seus erros e inconsistências, mas se o presente acordo fosse algo nesta linha de objectivos, talvez eu o apoiasse com mais empenho do que o faço hoje. Por outro lado, com estes objectivos talvez a diferença ortográfica entre o português europeu e o do Brasil se acentuasse, em vez de diminuir...

[1] é apenas um exercício de uma mente desocupada -- não é para levar a sério!


É inevitável haver mudanças na ortografia, a língua evolui e por arrasto, a ortografia tende a simplificar-se, a evoluir. Claro que sempre que há mudanças, há desconforto, principalmente entre as pessoas que sempre conheceram a mesma maneira de escrever. Convém lembrar que ainda não foi há muito tempo que se escrevia farmácia com "ph" e se tiverem oportunidade de ler um livro que tenha sido imprimido pelo princípio do século passado, irão encontrar uma ortografia bem diferente da actual. Talvez não seja má ideia começarmos a habituarmos-nos a escrever segundo as novas regras...

Contribui com a tua opinião!


Fontes: Wikipedia, Lusofonia, Acordo Ortográfico, Leonardo Fontenelle, Portugal Diário

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27 de Novembro, 2007 - 19:11

Foto: Nuno Cardoso

web 2.0 Por: Nuno Cardoso 27 de Novembro, 2007 - 09:29



destaque para esta apresentação de slides que mostra como a web se está a viciar em certas soluções de design, onde por vezes muitos sites parecem praticamente iguais, tornando-se cada vez mais um clichê usar efeitos de transparências, sombras, gradients e reflexos.

fonte: blog asourceofinspiration

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27 de Novembro, 2007 - 09:29

26 de Novembro de 2007

Foto: Pedro Cavaco

Cidade – fora da corrida… Por: Pedro Cavaco 26 de Novembro, 2007 - 20:09

O meu primeiro microfilme, Cidade, ficou fora dos 92 finalistas do Festival de Micro Filmes de Lisboa.
Quem estiver interessado em conhecer a lista final, ela está aqui.
Apesar de tudo foi uma experiência engraçada, que voltarei a repetir quando tiver oportunidade, resta-me pois, desejar boa sorte ao finalistas e agradecer por todo o apoio que me foi dado.
Obrigado!


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26 de Novembro, 2007 - 20:09

Foto: Miguel Reis

Óscares 2008: Jon Stewart não é o único ponto de interesse… Por: Miguel Reis 26 de Novembro, 2007 - 19:54

O que fará/dirá desta vez Michael Moore caso ganhe uma vez mais o Óscar da Academia para Melhor Documentário?

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26 de Novembro, 2007 - 19:54

25 de Novembro de 2007

Foto: Pedro Cavaco

Baía do Silêncio e da Paz… Por: Pedro Cavaco 25 de Novembro, 2007 - 23:03

Baía do Silêncio e da Paz…
Uma captação de Maria Manuela


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25 de Novembro, 2007 - 23:03

Foto: Red Tuxer

As aparencias iludem… Por: Red Tuxer 25 de Novembro, 2007 - 15:33



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25 de Novembro, 2007 - 15:33

Foto: Red Tuxer

Farto dos ícones no teu desktop Gnome? Por: Red Tuxer 25 de Novembro, 2007 - 11:30

Se usas Gnome e estás farto dos ícones no teu desktop, porque não os tornas invisíveis?
Basta abrires o Editor de Configuração ou gconf-editor, que se encontra no menu Aplicações > Ferramentas do Sistema, ou premindo as teclas Alt + F2 e escreveres gconf-editor, e depois navegas pelas pastas apps > nautilus > desktop, e por fim é só desmarcares o que não queres que fique no teu ambiente de trabalho.
Muito mais coisas podem ser feitas neste Editor de Configuração e basta explorá-lo e testar as opções....
Boas personalizações!

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25 de Novembro, 2007 - 11:30

Foto: Miguel Reis

Shoot ‘Em Up (2007) Por: Miguel Reis 25 de Novembro, 2007 - 00:16

Como que saído de uma banda desenhada, Clive Owen é em "Atirar a Matar" a encarnação cinematográfica de um utópico progenitor de Bugs Bunny e Barb Wire, naquele que provavelmente será o filme mais cool do ano. Sentado num banco público, a comer a sua cenoura, Mr.Smith é surpreendido por uma perseguição iníqua a uma mulher grávida. Usando a planta umbelífera como arma, despacha o primeiro - "eat your vegetables" -, faz de parteiro, avia mais uns quantos e salta entre prédios com um bebé ao colo. Não sabia ele que esta pequena aventura era apenas o início de uma gigantesca conspiração, que só terá fim quando o recém-nascido for assassinado. Felizmente, e ao contrário do que é costume na sétima arte, Smith era o homem certo, no sítio certo à hora certa!

"Shoot 'Em Up" é a génese de um novo género, moderno e picante, que mistura o cinema de acção de John Woo com o humor negro e mordaz de Kubrick em "Dr.Strangelove", se bem que em doses extremamente comerciais e com outros propósitos. Um "one-liner movie" repleto de adrenalina, onde o estilo comanda e delimita, sem vergonha, a absurda substância. Hora e meia em alta rotação, sem limites nem barreiras, onde cada bala é um argumento conveniente para justificar uma morte ou situação tão ilógica e irrisória como divertida e excêntrica. E como qualquer filme insolentemente descontraído, é preciso entrar na "boa onda" de Clive Owen e Paul Giamatti para usufruir na totalidade da sua chama e do seu entusiasmo.

Conseguido isso, dificilmente será possível resistir aos deliciosos monólogos de Owen ou ao encanto proibido de testemunhar um suposto herói arrasar com um simples transeunte que nunca coloca os piscas ou com uma daquelas mães que gosta de gritar com os filhos no meio da rua. Aliás, a impertinência excessiva de Smith faz com que "Do you know what I hate?" seja o mote para mais uma gargalhada garantida, que atinge valores quase sobranceiros numa sequência final de bradar aos céus. Em suma, "Shoot 'Em Up" é um daqueles "guilty-pleasures" cinematográficos sem qualquer tipo de pretensiosismos, e onde apenas a leviana prestação de Monica Bellucci destoa de uma dupla tão "baril" como a protagonizada por Owen e Giamatti e de uma realização tão "bacana" como a proporcionada pelo desconhecido Michael Davis, que assina também o argumento.


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25 de Novembro, 2007 - 00:16

24 de Novembro de 2007

Foto: Red Tuxer

Como diagnosticar problemas na tua rede, em Linux Por: Red Tuxer 24 de Novembro, 2007 - 19:10

Uma das coisas mais chatas quando se está a usar uma distro de Linux, é não ter ou deixar de ter net. Fica-se sem saber o que fazer ou tenta-se resolver o problema sem que haja uma metodologia correta para a deteção e posterior correção da avaria. Como também já passei por esta situação e confesso perceber pouco de redes, encontrei um artigo na Linux Format que quero partilhar convosco, pois me parece ser bastante útil para solucionar ou pelo menos detectar os problemas deste campo.
Para começar devemos ter uma ideia de como é suposto funcionar o acesso à net, desde o nosso servidor de DHCP até à abertura duma página, passando pela placa de rede e pelo IP que nos é atribuido. Devemos ter uma metodologia na procura do problema, começando por baixo no nosso PC até chegar ao servidor de DNS, isto no caso de nunca ter havido acesso à net nesse PC. Se no dia anterior tudo estava bem e de repente o problema apareceu, é mais fácil e rápido encontrar o problema invertendo esta metodologia.

  • O teu Linux encontra a placa de rede?
Pois é por aqui que se deve começar, será que o Linux que estás a usar encontra o interface de rede? Uma maneira de o saber é através das mensagens que o kernel cria na altura do arranque, digitando este comando dmesg:

#dmesg | grep eth
eth0: ADMtek Comet rev 17 at Port 0x3000, 00:30:05:43:C3:A3, IRQ 19.
eth0: CSR0 01a08000
eth0: Setting full-duplex based on MII#1 link partner capability of 45e1.
eth0: no IPv6 routers present


Ou em alternativa listar os dispositivos com o lspci:

#lspci | grep Ethernet
02:01.0 Ethernet controller: ADMtek NC100 Network Everywhere Fast Ethernet 10/100 (rev 11)


Um output com "failure" significa hardware não suportado, e evitas de telefonar para o apoio do teu ISP.

  • O teu Linux tem um IP atribuído?
Assumindo que o kernel sabe que a tua placa de rede está lá, a questão seguinte é descobrir se tens um IP atribuído. Usa o ifconfig para saber a resposta:

#ifconfig
eth0 Encapsulamento do Link: Ethernet Endereço de HW 00:30:05:43:C3:A3
inet end.: 192.168.1.3 Bcast:192.168.1.255 Masc:255.255.255.0
endereço inet6: fe80::230:5ff:fe43:c3a3/64 Escopo:Link
UP BROADCASTRUNNING MULTICAST MTU:1500 Métrica:1
RX packets:4488395 errors:251 dropped:0 overruns:0 frame:253
TX packets:3677883 errors:6 dropped:0 overruns:0 carrier:6
colisões:0 txqueuelen:1000
RX bytes:3860098805 (3.5 GiB) TX bytes:1530189548 (1.4 GiB)
IRQ:19 Endereço de E/S:0x3000


A solução está na segunda linha onde é mostrado o endereço IP atribuído à nossa máquina que é 192.168.1.3. Se não encontrares esta linha é porque não tens IP e mesmo se o tiveres, será que ele é válido na rede onde estás? Pode haver um outro PC na rede que tenha um servidor DHCP mal configurado e ao ligares o PC com o problema de rede, ele agarre um IP não válido. Um outro exemplo é os IPs duma rede doméstica que normalmente vão do 192.168.1.1 até 192.168.1.255 que é o caso acima. É o router quem distribui os IPs, mas caso este PC estivesse atrás dum modem, o IP seria aquele que o meu ISP me atribui e podia ser algo como 85.139.145.14 ou 213.50.145.17 ou outros deste género.
Se o teu PC não tem IP atribuído, verifica os ficheiros de configuração do sistema. A tua interface de rede está configurada para arrancar ao mesmo tempo que o sistema? E está configurado para usar o DHCP (IP dinâmico) ou IP estático? Os ficheiros que precisas de verificar estão localizados nos seguintes locais:

/etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth* na Fedora e Red Hat
/etc/sysconfig/network/ifcfg-eth* na SuSE
/etc/network/interfaces na Debian e cópias

Também se pode usar ferramentas gráficas para inspecionar e editar essas configurações como o programa "Ferramentas de Rede".


Caso queiras saber se o DHCP está a ser executado e ver a sua actividade, basta executares o comando dhclient que ele irá mostrar-te os diálogos que estão a decorrer entre o servidor DHCP e a rede:

#dhclient
Internet Software Consortium DHCP Client 2.0pl5
Copyright 1995, 1996, 1997, 1998, 1999 The Internet Software Consortium.
All rights reserved.

Please contribute if you find this software useful.
For info, please visit http://www.isc.org/dhcp-contrib.html

Listening on LPF/lo/
Sending on LPF/lo/
Listening on LPF/eth0/00:30:05:43:c3:a3
Sending on LPF/eth0/00:30:05:43:c3:a3
Sending on Socket/fallback/fallback-net
DHCPDISCOVER on lo to 255.255.255.255 port 67 interval 3
DHCPREQUEST on eth0 to 255.255.255.255 port 67
DHCPACK from 192.168.1.254
SIOCADDRT: File exists
bound to 192.168.1.3 -- renewal in 951570774 seconds.


Na última linha é mostrado que a interface eth0 obteve o endereço IP 162.168.1.3 do servidor DHCP.

  • Consegues pingar o teu router ou outro PC?
Tendo um endereço IP válido atribuído, o passo seguinte pode ser enviar um ping a outras máquinas na tua rede. Um ping com sucesso pode ser algo assim:

#ping -c1 192.168.1.2
PING 192.168.1.2 (192.168.1.2) 56(84) bytes of data.
64 bytes from 192.168.1.2: icmp_seq=1 ttl=128 time=0.201 ms

--- 192.168.1.2 ping statistics ---
1 packets transmitted, 1 received, 0% packet loss, time 0ms
rtt min/avg/max/mdev = 0.201/0.201/0.201/0.000 ms


Mas podes ter um output do ping como este:

#ping -c1 192.168.1.4
PING 192.168.1.4 (192.168.1.4) 56(84) bytes of data.
From 192.168.1.3 icmp_seq=1 Destination Host Unreachable

--- 192.168.1.4 ping statistics ---
1 packets transmitted, 0 received, +1 errors, 100% packet loss, time 0ms



Repara no pormenor "Destination Host Unreachable" que significa que essa máquina deve estar desligada da rede ou fora de serviço. Se não tiveres outro PC, na rede podes sempre pingar o router. Claro que é suposto saberes o IP do teu router, certo? Se não conseguires pingar o teu router, tens um problema local. Se for uma rede sem fios, verifica a cablagem, fichas, e os pequenos LEDs em cada lado da rede.

  • A tua firewall está a bloquear a net?
Nesta altura do campeonato não é má ideia verificar se não será a tua firewall que está a estrangular o tráfego da net. Uma maneira rápida de verificar isso é suspender todas as regras da firewall no programa que estás a usar.
Verificas de seguida se o problema está resolvido. Se estiver, o problema está na firewall ou nas regras que ela tem configuradas. Deves então investigar o que se passa com ela ou com as suas regras mas o que não convém mesmo nada é teres a firewall desligada.

  • Tens uma ligação ADSL para o teu ISP?
Se consegues pingar o router e as máquinas na tua rede, então é melhor passar à fase seguinte. Se o teu modem ADSl tens os LEDs a piscar indica que pode estar a comunicar com o teu ISP. Podes sempre verificar a página de administração do teu modem/router e verificar o estado da ligação. Desliga o modem e volta a ligá-lo ou desligar a ligação da linha telefónica e volta a repo-la e verificar se há algum erro Se não conseguires a ligação, deves verificar a linha telefónica do router/modem para a tomada. Nem imaginas a quantidade de avarias provocadas por maus contactos nas fichas RITA nas tomadas telefónicas. E se ligares o telefone nessa tomada, tens som no auscultador? Se sim e tudo parecer bem, talvez seja a altura de fazer uma chamadinha para o suporte do teu ISP. Não te esqueças de arranjar um bom sítio para te sentares e esperares pois é bem capaz de demorar...

  • Consegues pingar uma máquina externa?

Se tudo está bem até aqui, tens uma ligação normal para o teu ISP, é altura para pingar uma máquina ou site externo à tua rede. Por exemplo pingar o google cujo IP é 66.249.91.147:

#ping -c1 66.249.91.147
PING 66.249.91.147 (66.249.91.147) 56(84) bytes of data.
64 bytes from 66.249.91.147: icmp_seq=1 ttl=240 time=56.3 ms

--- 66.249.91.147 ping statistics ---
1 packets transmitted, 1 received, 0% packet loss, time 0ms
rtt min/avg/max/mdev = 56.312/56.312/56.312/0.000 ms

Neste caso funcionou bem sem perda de pacotes. Agora tenta pingar novamente o google usando o o nome DNS:

#ping -c1 www.google.com
PING www.l.google.com (66.249.91.147) 56(84) bytes of data.
64 bytes from ik-in-f147.google.com (66.249.91.147): icmp_seq=1 ttl=240 time=55.3 ms

--- www.l.google.com ping statistics ---
1 packets transmitted, 1 received, 0% packet loss, time 0ms
rtt min/avg/max/mdev = 55.351/55.351/55.351/0.000 ms


Tambem foi bem sucedido este teste, pois caso falhasse apareceria algo como:

#ping www.teste.gov
ping: unknown host www.teste.gov


Se conseguisses pingar a máquina pelo IP e não pelo nome DNS, deves investigar a tua configuração DNS. A melhor ferramenta que tens para isso é o dig. Eis um exemplo da utilização do dig com sucesso:

$dig www.google.com

; <<>> DiG 9.4.1-P1 <<>> www.google.com
;; global options: printcmd
;; Got answer:
;; ->>HEADER<<- opcode: QUERY, status: NOERROR, id: 44880 ;; flags: qr rd ra; QUERY: 1, ANSWER: 5, AUTHORITY: 7, ADDITIONAL: 7 ;; QUESTION SECTION: ;www.google.com. IN A ;; ANSWER SECTION: www.google.com. 430179 IN CNAME www.l.google.com. www.l.google.com. 41 IN A 66.249.91.99 www.l.google.com. 41 IN A 66.249.91.103 www.l.google.com. 41 IN A 66.249.91.104 www.l.google.com. 41 IN A 66.249.91.147 ;; AUTHORITY SECTION: l.google.com. 80289 IN NS a.l.google.com. l.google.com. 80289 IN NS b.l.google.com. l.google.com. 80289 IN NS c.l.google.com. l.google.com. 80289 IN NS d.l.google.com. l.google.com. 80289 IN NS e.l.google.com. l.google.com. 80289 IN NS f.l.google.com. l.google.com. 80289 IN NS g.l.google.com. ;; ADDITIONAL SECTION: a.l.google.com. 80722 IN A 209.85.139.9 b.l.google.com. 24527 IN A 64.233.179.9 c.l.google.com. 85881 IN A 64.233.161.9 d.l.google.com. 83547 IN A 66.249.93.9 e.l.google.com. 22106 IN A 209.85.137.9 f.l.google.com. 80606 IN A 72.14.235.9 g.l.google.com. 27130 IN A 64.233.167.9 ;; Query time: 13 msec ;; SERVER: 212.113.164.26#53(212.113.164.26) ;; WHEN: Sat Nov 24 17:54:35 2007 ;; MSG SIZE rcvd: 340


Se houvesse falha com o DNS terias um output como este:


$dig www.teste.gov ; <<>> DiG 9.4.1-P1 <<>> www.teste.gov
;; global options: printcmd
;; Got answer:
;; ->>HEADER<<- opcode: QUERY, status: NXDOMAIN, id: 42114 ;; flags: qr rd ra; QUERY: 1, ANSWER: 0, AUTHORITY: 1, ADDITIONAL: 0 ;; QUESTION SECTION: ;www.teste.gov. IN A ;; AUTHORITY SECTION: gov. 1289 IN SOA a.gov.zoneedit.com. govcontact.zoneedit.com. 1195923665 3600 900 1814400 86400 ;; Query time: 15 msec ;; SERVER: 212.113.164.26#53(212.113.164.26) ;; WHEN: Sat Nov 24 17:55:49 2007 ;; MSG SIZE rcvd: 96


Reparem que aparece uma referencia a NXDOMAIN e uma resposta zero a ANSWER. Se o endereço que colocaste como teste existe, como www.google.com, e tiveste este resultado abaixo, há uma falha com o DNS.

  • Consegues encontrar o teu servidor DNS?

No segundo caso de falha de DNS era uma situação onde a máquina não conseguia encontrar o servidor DNS. Se isto te acontecer, dá uma olhada no ficheiro /etc/resolv.conf pois é aqui que o teu Linux guarda a informação onde estão os servidores DNS. Tanto uses o DHCP ou IP estático, os endereços IPs dos servidores DNS são guardados neste ficheiro. Tens algum nameserver IP válido nesse ficheiro? Consegues pingá-los directamente?
Se tudo isto falhar no teu diagnóstico, tenta usar o programa de diagnóstico wireshark também conhecido por ethereal. É uma excelente ferramenta para detectar problemas numa rede mas é necessário também já ter um conhecimento mais aprofundado do protocolo TCP/IP .

Espero que este artigo vos tenha utilidade nalgum problema que eventualmente apanhem numa rede ou PC. Caso algo não esteja bem ou queiram contribuir, força aí nos comentários!

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24 de Novembro, 2007 - 19:10