Pangeia

31 de Janeiro de 2009

Foto: Red Tuxer

Passaste-te? Por: Red Tuxer 31 de Janeiro, 2009 - 21:31

Hoje pela manhã encontrei esta janela da "Consola" que tem estado aberta há alguns dias após ter lançado um programa por ela.

Terminal


Se calhar cheguei ainda muito cedo... É Sábado, dorme-se mais um pouco e ela ainda não tinha acordado bem...

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31 de Janeiro, 2009 - 21:31

Foto: Red Tuxer

Vou ser curto e directo: se queres navegar, usa Linux! Por: Red Tuxer 31 de Janeiro, 2009 - 18:32

Uma interessante entrevista feita a Matt Knox, um talentoso programador e autor de enormes quantidades de adware, onde ele conta como foi a sua vida a trabalhar na Direct Revenue a contaminar milhões de computadores.

"Most adware targets Internet Explorer (IE) users because obviously they’re the biggest share of the market. In addition, they tend to be the less-savvy chunk of the market. If you’re using IE, then either you don’t care or you don’t know about all the vulnerabilities that IE has."


Ele explica também pormenorizadamente como fazia para contaminar os inseguros windows como o XP, começando pelas falhas do IE e acabando em engenhosos truques no registry.
Respondendo à pergunta de como os utilizadores se poderiam proteger do adware, ele respondeu:


"Um, run UNIX.
We did actually get the ad client working under Wine on Linux."


Ou seja, funciona em Linux mas sob o Wine, o que de certa maneira até é um elogio a este excelente programa de emulação de programas win32. Meus caros leitores, para evitarem as pragas de adware, trojans e afins, não vos adianta instalarem bons antivírus e outro bons programas de proteção do Windows, porque com o Windows por baixo vocês estarão sempre f... fornicados! Usem Linux, *BSD ou outro sistema operativonão Windows e aí sim, estarão seguros.

Não deixem de ler a entrevista no Philosecurity

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31 de Janeiro, 2009 - 18:32

Foto: Miguel Reis

IV Globos de Prata CN – Filme do Ano Por: Miguel Reis 31 de Janeiro, 2009 - 16:32


"Vista Pela Última Vez" apresenta-se ao grande público como um thriller sobre um misterioso rapto - muito por culpa do aparato mediático que envolveu o caso Maddie - mas não é essa a essência que corre no seu coração ou que define a causa e o motivo de Ben Affleck, nesta sua auspiciosa estreia por detrás das câmaras - onde, pelos vistos, é bem mais eficaz e persuasivo do que à sua frente. Numa fábula onde nada é o que parece, ninguém é inocente e a acção honesta e digna nem sempre é sinónima da atitude moralmente correcta e benigna, "Gone Baby Gone" é sim, sem qualquer índice de falso pretensiosismo desde o seu monólogo de abertura, uma fita sobre a volubilidade das decisões, a iniquidade entre o certo e o correcto e a perversidade que assombra situações onde qualquer que seja a acção ou deliberação tomada, estamos a prejudicar o futuro de uns em benefício do de outros.

Com um robusto elenco, liderado pelo semi-novato Casey Affleck, que com a sua voz enferrujada, quase grosseira para a sua idade, consegue dotar o filme de uma masculinidade e seriedade inesperada, tão refrescante como surpreendente, facultando ao espectador a noção de que o seu Patrick Kenzie fará frente ao mais aterrador e medonho rufia, e conferindo a necessária, senão mesmo fundamental credibilidade às suas opções filosóficas e morais posteriores, e alicerçado pela sagacidade do eterno Ed Harris e da admirável Amy Ryan - com uma prestação que de tão repugnante só pode ser qualificada como genuína e verosímil - "Vista Pela Última Vez" gera, com o seu desfecho bipolar, um debate provocador na consciência de cada um: o que faríamos se fôssemos nós?

E é com esse derradeiro desafio, que imita a vida tal como ela é, tantas vezes severa e árdua e nem sempre com um final feliz no horizonte, que Ben Affleck inteligentemente remata a película. Poderia ser pedido mérito, capacidade ou aptidão maior do que essa a um realizador estreante, tantas vezes criticado e censurado como actor na indústria pelos mesmos que agora o aplaudem enquanto arquitecto de uma visão?

Trivialidade: Gone Baby Gone sucede a The Fountain, vencedor da passada edição dos Globos de Prata CN nesta categoria.

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31 de Janeiro, 2009 - 16:32

Foto: Miguel Reis

Só é preciso encontrar a história certa Por: Miguel Reis 31 de Janeiro, 2009 - 01:36


Todos sabemos que cinema e futebol raramente rimam quando fazem parte da mesma fórmula. Venha Pelé, Caine e Stallone em ambiente de guerra ou até uma junção das quatro linhas às artes marciais, a verdade é que o resultado final de filmes com o futebol como pano de fundo acabam sempre num empate. Eis uma história, descoberta aqui, que era capaz de inverter a tendência e impingir uma goleada, tanto na crítica como nas bilheteiras.

O Jogo da Morte

A ocupação de Kiev

Tudo começou em Setembro de 1941, quando o exército alemão, quebrando o pacto de não agressão assinado dois anos antes por Hitler e Stalin, ocupou vários territórios soviéticos entre eles a cidade de Kiev. Duas consequências da guerra foram a fome e a proibição do futebol. Os jogadores, à semelhança da grande maioria da população, foram feitos prisioneiros ou tornaram-se vagabundos, sobrevivendo como podiam ao frio e à perseguição nazi. Entre eles, Nikolai Trusevich, antigo guarda-redes do Dínamo de Kiev e um dos melhores jogadores da Europa na sua posição. No entanto, num daqueles encontros fortuitos de que a História é pródiga, Trusevich foi abordado por Josef Kordik, um veterano da I Guerra Mundial, fanático pelo Dínamo de Kiev e que, devido à sua origem austríaca e ao facto de falar bem alemão, não era perseguido pelos nazis. Ao encontrar o seu ídolo doente e subnutrido, Kordik, que administrava uma das padarias responsáveis pelo abastecimento da cidade, tratou logo de contratá-lo como seu funcionário. E foi durante uma conversa com Trusevich que Kordik teve a ideia de procurar antigos jogadores que tivessem sobrevivido à ocupação.

A formação do Start

O objectivo de Kordik não era só o de salvar esses atletas da miséria e empregá-los na sua padaria. Aproveitando a série de pequenas concessões que os nazis faziam para dar um aspecto mais normal ao quotidiano da cidade, como a realização de alguns jogos futebol no antigo estádio do Dínamo de Kiev, Kordik tinha o sonho de formar uma equipa. Como a proibição do Dinamo se mantinha, convenceu os alemães a aceitarem a formação de um novo clube, alegando que o desporto seria benéfico para a própria produtividade da padaria. O que ele não revelou foi que o seu clube seria formado por antigos jogadores do Dínamo de Kiev, do Lokomotiv e de clubes rivais do campeonato russo. E foi assim que nasceu o FC Start. E foi assim que, aproveitando os contactos de Kordik, o clube começou a desafiar equipas de soldados inimigos e selecções formadas pelo III Reich.

As primeiras vitórias

O primeiro jogo do FC Start foi disputado a sete de Junho de 1942 contra o Rukh, equipa criada por Georgi Shvetsov, um ex-jogador do Lokomotiv Kiev. Shetsov era um nacionalista ucraniano que se opunha ao regime comunista e que se tornara aliado dos alemães após a invasão. Até então, os jogos disputados no antigo estádio do Dínamo, entretanto rebaptizado de Estádio Ucraniano, não conseguiam cativar o interesse da população local, e o motivo era simples: só os alemães e os seus aliados é que estavam autorizados a jogar. Esta era também a razão pela qual o Rukh era uma equipa incapaz de cair nas boas graças do povo. Shvetsov bem tinha tentado recrutar antigos ídolos do Dínamo e do Lokomotiv para as suas fileiras, mas nenhum dos funcionários da padaria de Kordik aceitou representar o lado dos invasores. Mesmo que isso tivesse significado uma melhoria significativa nas suas condições de vida.

Sem um equipamento adequado, os jogadores do Start apresentaram-se em campo para o seu primeiro jogo com calças cortadas, sapatos e camisas vermelhas que Trusevich encontrara nas ruínas de uma loja. O vermelho, para Trusevich, teria sempre de ser a cor da vitória contra os nazis. O único jogador do Start que tinha chuteiras apropriadas era Makar Goncharenko, que as conservara intactas durante a invasão, convicto de que nem a guerra o impediria de jogar futebol. Mesmo assim, e com seus jogadores em más condições físicas, uma vez que tinham passado a noite anterior a trabalhar na padaria, o Start goleou o Rukh por 7 a 2. Humilhado, Shvetsov fez com que os nazis proibissem o Start de entrar no Estádio Ucraniano, mas nem isso impediu a ascensão do clube. Kordik transferiu a sua equipa para o estádio de Zenit, no centro de Kiev, onde o Start se estreou a 21 de Junho com uma vitória por 6 a 2 contra uma equipa da guarnição húngara, que auxiliava os alemães na ocupação da União Soviética. Três dias depois foi a vez da guarnição romena sofrer 11 golos sem resposta.

Uma popularidade incómoda

No entanto, as coisas só começaram a tomar proporções verdadeiramente inquietantes para o lado dos invasores quando, no dia 17 de Julho, o Start despachou uma equipa do exército alemão, denominada PGS, por 6 a 0. A lenda do Start enquanto equipa imbatível estava lançada e a população de Kiev começou a comparacer em peso aos jogos. E nem o facto de a imprensa local, controlada pelos alemães, menosprezar ou mesmo ignorar as proezas do Start, travou o crescimento galopante da sua popularidade. As vitórias no futebol, tanto hoje como há 66 anos atrás, são a melhor forma de unir um povo, porque a energia, a coragem e a união que se manifestam em campo são transmitidas a quem a elas assiste. Aquilo que os alemães tinham planeado inicialmente como medida de pacificação ameaçava tornar-se num incentivo à revolta.

A 19 de Julho foi a vez da poderosa equipa húngara do MSG Wal falhar a nova missão encomendada pelos nazis para derrotar o Start. Mais uma goleada, desta vez por 5 a 1, a favor dos soviéticos, que voltaram a vencer a mesma equipa no jogo de desforra, uma semana mais tarde, por 3 a 2. Foi a única ocasião em que o Start derrotou um adversário pela diferença mínima. E nem mesmo o preço inflaccionado dos bilhetes, na tentativa de afastar o povo do estádio, impediu que uma multidão comparecesse e exultasse com a vitória dos seus ídolos.

O primeiro encontro com o Flakelf

A dimensão épica da última vitória contra o MSG Wal, com o guardião Trusevich a efectuar uma das suas melhores exibições e a segurar o resultado nos últimos minutos, enfureceu os nazis. Para eles, derrotar o Start dentro de campo estava a tornar-se uma questão de honra. Por isso, foi marcado para 6 de Agosto um jogo entre Start e o Flakelf, a melhor equipa alemã da época e aquela que era utilizada como instrumento de propaganda nazi. O resultado desse jogo? 5 a 1 para o Start. Nova humilhação para a ideologia da raça superior. De Berlim chegou uma ordem para acabar com a vida dos jogadores do Start, única forma possível de evitar novas derrotas alemãs em solo ucraniano. Mas os nazis que ocupavam Kiev não acataram a ordem, por acreditarem que se o fizesse estariam a perpetuar a derrota alemã e a eternizar a lenda do Start. O desporto, para os nazis, deveria ser o reflexo da sociedade. Já o tinha sido nos Jogos Olímpicos de 1936, organizados em Berlim com o propósito de vincar a superioridade da raça ariana. Para os altos comandos nazis em Kiev, a decisão de fuzilar os jogadores do Start teria de esperar até conseguirem uma vitória sobre essa equipa. Decisão marcada para 9 de Agosto, dia em que esperavam que o Flakelf conseguisse vingar a pesada derrota que lhe fora infligida apenas 3 dias antes.

Foi num clima de forte tensão que a partida teve lugar no estádio do Zenit, completamente lotado. Antes do início do jogo, um oficial das SS entrou no balneário do Start apresentando-se como o árbitro da partida e exigindo que os jogadores do clube fizessem a saudação nazi quando cumprimentassem os adversários. Já em campo, equipados com camisola vermelha e calções brancos, os soviéticos levantaram o braço mas, em vez de dizerem “Heil Hitler!”, levaram a mão ao peito e gritaram “Fizculthura”, uma expressão de incentivo à prática desportiva. A equipa alemã, a jogar de camisola branca e calções pretos, marcou o primeiro golo do encontro, aproveitando um momento em que Trusevich tentava recuperar de um pontapé que um adversário lhe dera na cabeça. Até ao fim da primeira parte, no entanto, o Start conseguiu dar a volta ao marcador, com um golo de Kuzmenko e dois de Goncharenko. Durante o descanso, os jogadores soviéticos voltaram a receber visitas de oficiais das SS no balneário e advertências quanto ao destino de cada um, caso insistissem em vencer a partida. Apesar de terem chegado a pensar não voltar para o segundo tempo, os jogadores do Start, ao ouvirem os gritos dos seus compatriotas presentes nas bancadas, decidiram regressar ao campo. E jogar para ganhar. Não só para ganhar, para dar um baile aos adversários o que, nas condições em que se encontravam, significava assinarem a sua sentença de morte. E assim foi. No final do jogo, quando ganhavam por 5 a 3, o avançado Klimenko apareceu isolado à frente do guarda-redes do Flakelf. Depois de fazer uma finta que sentou o alemão no relvado, Klimenko ficou com a baliza deserta à sua mercê mas, em vez de rematar para golo, virou-se para trás e pontapeou a bola para o meio campo. Um gesto de superioridade total em relação ao adversário e que, para o público presente, constituiu um momento único de libertação e um incentivo à resistência.

Depois desse encontro, o Start ainda jogou mais uma partida, a 16 de Agosto, com o Rukh. E voltou a golear o primeiro adversário com quem tinha jogado, desta vez por 8 a 0. Mas o destino dos seus jogadores já estava traçado. Este último jogo tinha servido apenas para fechar o ciclo da efémera e imortal existência da equipa. Depois desse jogo, a padaria onde os jogadores do Start trabalhavam foi invadida. O primeiro a morrer torturado em frente de todos eles foi Kordik. Os restantes foram enviados para o campo de concentração de Siretz. Quatro deles - Kuzmenko, Klimenko, Korotkykh e Trusevich - foram executados com tiros na nuca. O guarda-redes e capitão da equipa, Nokolai Trusevich, morreu vestido com a camisola vermelha do FC Start e, segundo relatos de testemunhas, gritou “o desporto vermelho nunca morrerá” antes de receber a bala. Os restantes jogadores foram torturados até à morte. Goncharenko e Sviridovsky, que não se encontravam na padaria naquele dia fatídico, foram os únicos que escaparam, conseguindo sobreviver, escondidos, até à libertação de Kiev, em Novembro de 1943.

Ainda hoje, os possuidores do bilhete do encontro em que o Start venceu o Flakelf por 5 a 3 têm direito a um lugar no estádio do Dínamo de Kiev. Na proximidade do mesmo existe um monumento que saúda e recorda as façanhas dos jogadores que fizeram do clube uma lenda.

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31 de Janeiro, 2009 - 01:36

Foto: Miguel Reis

IV Globos de Prata CN – Realizador Por: Miguel Reis 31 de Janeiro, 2009 - 01:24


"Nolan consegue o que parecia impossível: equilibrar forma e conteúdo, numa dinâmica ambiciosa entre espectacularidade técnica e complexidade moral e emocional (...) Tudo isto acontece em duas horas e meia, a um ritmo que nunca perde o fôlego" (Ana Markl, Sol)

Trivialidade: Christopher Nolan sucede a Marc Forster, vencedor da passada edição dos Globos de Prata CN nesta categoria.

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31 de Janeiro, 2009 - 01:24

30 de Janeiro de 2009

Foto: Miguel Reis

Dexter – Terceira Temporada Por: Miguel Reis 30 de Janeiro, 2009 - 00:02

Apesar de ser dono e senhor de uma das personagens mais interessantes da actualidade e ser nomeado, ano após ano, para a categoria principal de representação de grandes prémios como os Emmy ou Golden Globes, Michael C. Hall nunca levou nenhuma estatueta para casa – tanto com “Dexter”, como previamente por “Sete Palmos de Terra”. Um sentimento esquivamente impróprio e injusto de reconhecimento com um actor que conseguiu com que o grande público torcesse, episódio após episódio, por um assassino em série que esfaqueia brutalmente as suas vítimas, cortando-as em seguida em várias partes, de modo a despejá-las no fundo do oceano e limpar qualquer rasto que o ligue aos crimes.

Nesta terceira temporada, a série continua o caminho de humanização de Dexter, concedendo-lhe agora um amigo em quem pode confiar e contar todos os seus segredos, bem como duas oportunidades para avançar na sua relação com Rita: a união de facto e o nascimento do primeiro filho. E a verdade é que é a linha narrativa que foca a luta pessoal entre os valores e as motivações de Dexter e os seus actos que mantém o produto televisivo da Showtime tão intrigante e interessante de seguir agora, como há três anos atrás. Os casos estruturais estão longe de ser banais, mas sem o conflito interno, espelhado pela constante presença do pai na sua imaginação, a fórmula mágica teria certamente pouca durabilidade.

Com uma performance fantástica de Jimmy Smits na pele de um temido procurador/advogado da cidade de Miami, cabe a ele o mérito de reformular o isolamento do mundo real de Dexter e conferir à narrativa alguns novos lugares nunca antes explorados. Sem nunca precisar das reviravoltas argumentativas de outras séries para brilhar, “Dexter” sabe, no entanto, tratar o espectador com inteligência ao colocá-lo a gostar de algo reprovável, a fazê-lo sentir bem com situações moralmente duvidosas. O único senão desta temporada, tal como já havia acontecido na anterior, é o final cauteloso e algo previsível, a preparar sem riscos uma nova temporada. Resta ter fé que quando chegar a hora de fechar definitivamente a história, os devidos responsáveis saibam dar a “Dexter” um final de culto, tão esplendoroso e enigmático como a mente da sua personagem chave.
Cinema Notebook: TV.com: 9.1 (12,558 votos) Média dos Leitores CN:

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30 de Janeiro, 2009 - 00:02

29 de Janeiro de 2009

Foto: Adriano Afonso

Fotografia Digital, FCA Por: Adriano Afonso 29 de Janeiro, 2009 - 19:41

Fotografia Digital

Um livro indicado para quem se quer iniciar por este mundo e não sabe exactamente por onde começar. Mas já a minha avó dizia, “depressa e bem, não há quem”, e parece que foi um pouco o que aconteceu com este livro. Não descoroando o profissionalismo dos autores, peca pela “qualidade” das fotografias, hoje em dia pelo flickr e olhares.com encontram-se provavelmente melhores exemplos, especialmente das Macros. Mereciam também que fossem impressas a cores dentro do livro (ponto negativo para a FCA).

Deixo uma crítica aos autores, Carlos Afonso e Márcio Florindo, eu sei que a evolução é imparável, mas por vezes fazia sentido prever que as de 2Mpx rapidamente se extinguiriam. É difícil fazer um livro intemporal, mas a fotografia em sí é, logo o esforço era merecido. Ganha bastante pelos conceitos, mas depois peca por não os explicar na pratica, por exemplo, as relações profundidades de campo e abertura f’s. Para quem não as compreende facilmente, acho que não é com este livro que vai perceber.

Classificação 1,5/5

PS: Deixo um convite á minha galeria, para se quiserem deixar suguestões e opiniões. Uso Minigal para que possam ver o EXIF correctamente.
PS2: Alguém sabe de uma espécie de flikr que tenha EXIF? É uma estupidez não ter…


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29 de Janeiro, 2009 - 19:41

Foto: Miguel Reis

Rourke vs Jericho Por: Miguel Reis 29 de Janeiro, 2009 - 00:38


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29 de Janeiro, 2009 - 00:38

Foto: Miguel Reis

Marketing de Pizzaria Por: Miguel Reis 29 de Janeiro, 2009 - 00:06


"O AXN vai estrear a quinta temporada da série C.S.I. Nova Iorque no dia 10 de Fevereiro. A ocasião vai ser assinalada numa campanha que envolve o canal, a ZON TV Cabo e a Telepizza. De 1 de Fevereiro até 15 de Março, as caixas das encomendas em Lisboa, Porto e Coimbra (pizzas médias ou familiares) vão ter referência às personagens da série: Mack Taylor e Stella Bonasera. A campanha, desenvolvida pela Neomedia, compreende um total de 300 mil caixas Telepizza." [F]

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29 de Janeiro, 2009 - 00:06

28 de Janeiro de 2009

Foto: Miguel Reis

Megan Fox: A nova Lara Croft? Por: Miguel Reis 28 de Janeiro, 2009 - 14:26


Segundo a espanhola Europa Press, Megan Fox poderá substituir Angelina Jolie no próximo capítulo da saga "Tomb Raider", cujas filmagens, afirma a publicação, irão decorrer durante o próximo ano. Parece-me um rumor sem qualquer fundamento, mas a verdade é que Megan Fox está hoje para Hollywood como Jolie estava no início do século XXI, quando foi escolhida pela Paramount para dar vida à celebre personagem de videojogos: eleita pelas revistas da especialidade como a mulher mais sexy do mundo. Êxitos claros de bilheteiras - tanto o primeiro filme como a sequela de 2003 -, resta esperar por novos desenvolvimentos. Oficiais, de preferência.

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28 de Janeiro, 2009 - 14:26

27 de Janeiro de 2009

Foto: Miguel Reis

A Bola por Orlando Mesquita Por: Miguel Reis 27 de Janeiro, 2009 - 23:56


Children in Mozambique have found an interesting way to make a football. Since 1984, Orlando Mesquita has edited, directed, and produced over 20 films, including features, educational programs, and documentaries. His projects explore the many facets of Mozambican life such as the role of women and war, refugees, and demobilized soldiers.

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27 de Janeiro, 2009 - 23:56

26 de Janeiro de 2009

Foto: Miguel Reis

Desafio: Qual o último VHS que compraram? Por: Miguel Reis 26 de Janeiro, 2009 - 23:52

O VHS está oficialmente morto. Fez recentemente três anos que o último filme foi lançado no velhinho formato que conquistou o mundo: "A History of Violence" foi a obra que mereceu a honra de encerrar uma geração. No entanto, só neste mês passado de Dezembro saíu de uma fábrica norte-americana o último lote de VHS para distribuição local. E assim, acabou-se de uma vez por todas com a distribuição mundial de Video's Home System. Resta deixar-vos dois desafios que coloquem uma machadada no assunto: Qual o último VHS que compraram e quantos leitores de vídeo têm ainda em casa?

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26 de Janeiro, 2009 - 23:52

Foto: Red Tuxer

Viciado em PC Por: Red Tuxer 26 de Janeiro, 2009 - 20:01


Surripiado do Weine Fanzine

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26 de Janeiro, 2009 - 20:01

Foto: Red Tuxer

Caos na Royal Navy Por: Red Tuxer 26 de Janeiro, 2009 - 18:49

Lembram-se do ditado quem anda à chuva molha-se? Tal como dois mais dois serem quatro ou a seguir a todas as noites, nasce outro dia, os Windows apanham vírus! A Royal Navy optou pelo Windows e está-lhe já a sair caro essa opção! Foi há poucas semanas que a Marinha Inglesa teve a estúpida ideia de optar pelo Windows XP para equipar os seus submarinos nucleares, um sistema operativo arcaico e mais que inseguro. E como é lógico, apanharam vírus e foi o caos:

A computer virus has attacked the communications network of almost the entire Royal Navy fleet, knocking out e-mails and the internet.
It is understood the worm disabled the NavyStar network in up to 75 per cent of the navy's ships last week, meaning sailors could not get messages home.
The navy's flagship HMS Ark Royal, which left Portsmouth for Liverpool on Monday, is still without the system as IT technicians tackle the problem.
Sailors in the Portsmouth-based carrier have been relying on their mobile phones to contact loved ones when they have enough signal. A sailor said: 'It has been utter chaos.



E foi apenas um vírus, agora imaginem se alguém se lembra mesmo de fazer estragos ou qualquer coisa ainda pior à Royal Navy. Com o Windows é como se tivesse uma auto-estrada para lá chegar...
Tenho aqui uma comichão num dedo do pé que significa que mais novidades chegarão das terras de Sua Majestade.


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26 de Janeiro, 2009 - 18:49

25 de Janeiro de 2009

Foto: Red Tuxer

Opinando sobre o Windows 7 Por: Red Tuxer 25 de Janeiro, 2009 - 21:35

A versão beta do sucessor do Vista ( Uáu ou Me 2 para os amigos) conhecido por Windows 7 ou Vista 7, já circula pela net e tem recolhido boas impressões junto dos utilizadores. "Boas impressões" é capaz de ser pouco, na verdade o Vista 7 está a ser recebido em euforia, como se fosse O sistema operativo de que toda a gente espera, O Tal que vem revolucionar tudo, Aquele a que todos os utilizadores mesmo os da concorrência, se irão ajoelhar para O ter. Segundo um papagaio da Microsoft, o Vista 7 será o "Linux killer" e já se lê que apenas os "xiitas" do Linux se manterão agarrados aos ultrapassados GNU/Linuxes e desejarão que o Vista 7 seja um fiasco. Pessoal, tenham lá calma com toda essa euforia porque afinal de contas o Windows 7 é o mesmo que o Vista, apenas com outra maquilhagem. Já com o XP foi o mesmo no que toca ao Windows 2000. Internamente na Microsoft, o Windows 2000 é conhecido por Windows 5.0, o XP por Windows 5.1, o odiado Vista por Windows 6.0 e o seu sucessor por Windows 6.1, coisa que podem confirmar no registry do Windows:

HKLM\Software\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\CurrentVersion


Embora ainda não tenha experimentado, parece ser mesmo verdade que esta nova versão vem mais ao encontro do que aquilo que os utilizadores pediam e a nota positiva por parte deles torna-se assim natural. Difícil seria a Microsoft conseguir ainda fazer pior do que aquele aborto do Vista, logo qualquer coisa que não seja tão má como ele, é por si já um sucesso!

Na altura da saída do Vista percebia-se que a Microsoft queria ir buscar muitos utilizadores ao sistema da Apple ao torná-lo assim meio parecido com o OSX, mas o resultado é que houve uma debandada do rebanho da Microsoft para o pastor Apple e muitos mais se libertaram para o Linux. Será agora que com o Vista 7 com aquela aparência à KDE 4, em vez de ir arranjar ovelhas no mundo do pinguim, ainda tornará o seu rebanho mais pequeno em favor da malta que usa o software livre?

Perguntam então voces se eu vou testar e se haverá possibilidades de eu e os muitos milhões de utilizadores do sistema do pinguim de se passarem para a nova coqueluche da Microsoft. Bom, quanto a testar, sem dúvida que o farei até porque gosto de conhecer e saber até que ponto está a qualidade de cópia que fizeram do KDE 4 e quais as diferenças que tem do seu irmão Me2. Testei algumas vezes o Me2 e senti que arrisquei a minha saúde bem como queimei neurónios com os altos níveis de stress que aquela bela bosta provoca. Sinceramente trabalhar ou mesmo apenas usar o Vista é algo que eu não desejo a ninguém, nem aos meus inimigos. Por acaso, os meus colegas que tinham comprado recentemente portáteis e lhes foi imposto o Vista, nenhum deles ainda o tem, tendo optado todos por XP e/ou Ubuntu.

Agora eu mudar-me dum sistema operativo GNU/Linux para o Vista 7 ou outro sistema operativo da Microsoft, tem muito que se lhe diga. O que é que o Vista 7 tem para me oferecer para me conseguir conquistar? É que eu agora já estou muito mal habituado aos sistemas do pinguim e para me mudar para a concorrência, ela tem de ter argumentos de peso para isso!
Vamos lá a ver se alguém me tira as dúvidas, o Vista 7 já usa múltiplos desktops por omissão? Uma coisa que embirro quando uso Windows é selecionar algo com o rato e ele não colar com o botão do meio dele, o Vista 7 já faz isso? O Vista 7 vem em LiveCd para eu poder testar o meu PC? Qualquer Linux hoje em dia tem LiveCD para o podermos testar, é algo banal.
Coisa que eu embirro é ter que fazer reboot a um computador por qualquer coisinha, e com o Windows só por ter que salvar algo no Notepad já constituía um bom motivo para reiniciar o Windows. O Vista 7 ainda precisa de reboots por tudo e por nada? E BSODs? Ah, isso continua a acontecer e não me venham dizer por ser ainda beta que os BSODs acontecem. Todos os outros Windows o fazem e não são betas. Ou ainda são??

E quanto ao software que o Vista 7 traz por omissão além do Paint, Wordpad, WMP, DRM com fartura e o odiado IE? Traz algum Office? Photoshop? Leitor de Pdfs? GIMP ou similar? Eu estou habituado a ter logo 90% dos programas que necessito logo após o primeiro arranque dum GNU/Linux. Muito importante, o Vista 7 já tem um gestor de software digno desse nome como o apt-get nos sistemas Debian Linux? Sinceramente, andar a vasculhar sites para encontrar programas, puxá-los para o computador, ir depois executá-los, dizer 50 vezes que sim ao UAC, clicar outras 20 vezes "Sim" na instalação do programa para ficar instalado no PC é algo que já está fora de moda além de ser mais trabalhoso e moroso. Este Windows ainda insiste em colocar as nossas definições e documentos na mesma partição do Windows? Não me digam que o Vista 7 continua a necessitar de antivírus e outros softwares de proteção? Há anos que não uso antivírus e outros softwares desses e não quero regredir!

Habituei-me a mandar vir CDs com sistemas operativos, copiá-los e distribuí-los pelos meus amigos, posso fazer o mesmo com o Vista 7? Tenho que colocar chaves de activação para os usar?? Já nem faço ideia de como isso se faz! Acho inadmissível e estúpido ter de pedir autorização por telefone a uma empresa para usar um software que paguei para usar, isso ainda continua a existir com o Vista 7? Posso usar uma cópia do Vista 7 nos vários PCs da minha casa ou tenho que pedir autorização a uma menina dalgum call center cá em Lisboa ou na Índia ou Estados Unidos?

Agora o mais importante e é isso que muita gente não ligada ao GNU/Linux não percebe, é o Software Livre. O Vista 7 é software livre? Isto não é uma mania ou doença que os utilizadores do GNU/Linux apanharam ao estarem em contacto com o Kernel duma qualquer distribuição de GNU/Linux. É uma filosofia de vida, um modo de trabalhar que não temos por hábito de sacrificar por um software qualquer que nos é empurrado. Se o Vista 7 não é software livre, nem vale a pena a Microsoft nos piscar o olho...

A Liberdade e o Conhecimento não tem preço!

Quanto ao Vista 7, desejo-lhe sucesso desde que não interfira com os meus amados GNU/Linuxes. E sinceramente não faço questão de passar de cavalo para burro, voltando a usar Windows. Cópia por cópia, mais vale usar o original, Gnu/Linux com KDE 4.



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25 de Janeiro, 2009 - 21:35

Foto: Miguel Reis

Os Óbitos de 2008 Por: Miguel Reis 25 de Janeiro, 2009 - 11:43


Heath Ledger [ 22 de Janeiro ] [Idade: 28]

A morte inesperada de Ledge, resultado de uma mistura abusiva de soporíferos com vários outros medicamentos, chocou o mundo. Apesar da curta carreira, Ledger era já considerado um dos mais brilhantes actores da sua geração, culpa talvez da excelsa interpretação enquanto cowboy homossexual em “Brokeback Moutain”, ou de papéis tão simples como cativantes em “A Knight’s Tale” ou “The Patriot”. Então prestes a estrear aquele que viria a ser o maior blockbuster da história do cinema, Heath será para sempre recordado como um dos mais geniais vilões que a Sétima Arte já conheceu.


Roy Scheider [10 de Fevereiro] [Idade: 75]

Actor em voga na década de setenta, quando participou em filmes como “The French Connection” ou “All That Jazz” – que lhe valeu, inclusive, uma nomeação para os Óscares -, Scheider será para sempre relembrado pelo seu papel em “Jaws”, onde ajudou a catapultar Spielberg para a elite de Hollywood. Sempre activo, apesar de relegado a espaços quase sempre secundários, Scheider foi ainda cabeça de cartaz da série televisiva “SeaQuest DSV”, nos anos noventa. Em 2009, poderemos recordá-lo como polícia reformado em “Iron Cross”.


Anthony Minghella [18 de Março] [Idade: 54]

Realizador galardoado pela Academia Norte-Americana de Cinema por “The English Patient”, na segunda metade da década de noventa, Minghella faleceu inesperadamente ao não resistir a algumas complicações que surgiram após uma operação à garganta. Imagem e referência do cinema britânico pós-David Lean, Minghella foi ainda responsável por obras como “Truly, Madly, Deeply”, “Cold Mountain” ou “The Talented Mr.Ripley”. Considerado uma das pessoas mais modestas do ramo por quem o conhecia, Minghella, quando entrevistado, afirmava sempre ser um escritor e não um realizador.


Arthur C. Clarke [19 de Março] [Idade: 90]

Considerado um dos mais visionários escritores de ficção científica do século passado, Arthur C. Clarke viveu grande parte da sua vida no Sri Lanka – onde faleceu -, apesar de ter nascido em Inglaterra. Autor do livro que deu origem a “2001: A Space Odyssey”, de Stanley Kubrick, Clarke foi pioneiro no tratamento e na idealização do sistema de radares, quando trabalhava na Royal Air Force, durante a Segunda Guerra Mundial. Sem nunca ter registado qualquer patente, escreveu alguns anos mais tarde um livro cujo título era “Como eu perdi um bilião de dólares nos meus tempos livres”, relacionado com esse mesmo facto. Longe da ribalta há muitos anos, Clarke defendeu até aos últimos dias da sua vida que acreditava que existia vida fora do nosso planeta. Será que o futuro lhe dará razão?


Charlton Heston [5 de Abril] [Idade: 84]

Dono de um ar severo durante toda a sua vida, Charlton Heston foi o herói de épicos como “Ben-Hur” – pelo qual ganhou o Óscar de Melhor Actor -, “El Cid”, “Planet of the Apes” e “The Tem Commandments”, onde interpretou o papel de Moisés. Amado pelo seu talento diante as câmaras, odiado muitas vezes pela forma apaixonada pela qual defendia o uso de armas nos Estados Unidos da América, Heston era um dos actores da indústria com mais fortes crenças republicanas e conservadoras. Na memória recente de muitos, fica o confronto com Michael Moore, em “Bowling for Columbine”.


Ollie Johnston [14 de Abril] [Idade: 95]

Johnston era o último sobrevivente dos famosos “nove homens velhos” da Walt Disney. Quando em 1935 Ollie Johnston se juntou à Disney para colaborar no filme “Branca de Neve”, longe estaria de imaginar que o seu trabalho iria transformar a história do mundo. Alguns dos seus rabiscos durante décadas e décadas de trabalho incluem as personagens de “Bambi”, “Pinóquio” e muitas outras obras que se tornaram imortais. Brad Bird, responsável por animações como “The Incredibles” ou “Iron Giant”, era o seu mais confesso admirador.


Sydney Pollack [26 de Maio] [Idade: 73]

“Sydney tornou o mundo, o cinema e os jantares em lugares melhores”, afirmou George Clooney aquando da morte do aclamado realizador Sydney Pollack. Igual a tantos outros como actor, mas uma referência enquanto realizador, entre as obras mais marcantes da carreira de Pollack destacam-se títulos como “Out of Africa” – pelo qual ganhou os seus únicos dois Óscares -, “Tootsie” – com um dos seus actores de eleição, Dustin Hoffman – e “The Way We Were”. Respeitado por todos em Hollywood, a sua excelência pode ser recordada na sua película mais recente, o thriller de advogados “Michael Clayton”.


Stan Winston [15 de Junho] [Idade: 62]

Os efeitos especiais não seriam hoje tão especiais se Stan Winston não tivesse dedicado a sua vida a estes. Entre as suas mais fantásticas criações, encontram-se os dinossauros de “Jurassic Park”, os extra-terrestres de “Aliens”, os robots de “Terminator” ou, mais recentemente, todo o alarido tecnológico de “Iron Man”. Parafraseando Steven Spielberg, “Stan pegou nos sonhos e nas ideias de todos os realizadores e deu-lhes vida. Como só ele sabia fazer.”. Um génio cujo trabalho serve de exemplo para a evolução do cinema enquanto arte.


George Carlin [22 de Junho] [Idade: 71]

George Carlin foi a face de uma era e de uma geração na “stand-up comedy” norte-americana. Um dos primeiros a utilizar assuntos delicados como o racismo, a morte e as drogas nas suas actuações, Carlin foi considerado um ícone de contracultura. Convidado frequente do “The Tonight Show”, as suas “Seven Dirty Words” ficaram célebres nos quarto cantos do mundo – valendo-lhe inclusive alguns processos judiciais. “Acredito que quando morremos, a nossa alma sobe… até ao tecto, ficando lá encalhada”, disse Carlin uma vez. Esperemos que não.


Bernie Mac [9 de Agosto] [Idade: 50]

Vítima de uma doença pulmonar, Bernie Mac abandonou o palco da vida de forma inesperada. Homem de família, sem tiques de vedeta – dizia ser uma pessoa banal com um emprego extraordinário – ou exigências estapafúrdias, Mac era um profissional multifacetado: no cinema, em sagas como “Ocean’s Eleven”; na animação, deu voz em “Madagascar: Escape 2 Africa”; e na TV, onde criou a sua própria sitcom “The Bernie Mac Show”. Tido como um dos reis da comédia moderna norte-americana, após a sua morte foi alvo das mais variadas homenagens, como as orquestradas por Chris Rock ou Don Cheadle.


Don LaFontaine [1 de Setembro] [Idade: 68]

“A Voz” de Hollywood, foi LaFontaine o homem que realizou a locução de mais de cinco mil trailers de obras de Hollywood, bem como a personagem que emprestou a voz a quase três mil e quinhentos anúncios publicitários. Mais de dez por dia – como uma peça de um famoso programa norte-americano mostrou -, Don não tinha “voz a medir”: fazia de tudo um pouco no seu estúdio, em casa, obrigando as produtoras a aceitarem ser ele o autor do texto, em vez de se limitar a ler algo escrito por outros. Como “som de marca” fica o “Num mundo onde…”, usado em blockbusters como “Terminator” e “Independence Day”. O seu dom jamais será igualado.


Paul Newman [26 de Setembro] [Idade: 83]

Mais do que um actor com cinco décadas de uma carreira brilhante em Hollywood, onde marcou mais do que uma geração com o seu talento, Newman será para sempre relembrado como um dos mais notáveis filantropos norte-americanos, tendo doado durante a sua vida mais de 250 milhões de dólares a instituições de caridade. Homem como poucos, marido afável e fiel, protagonista de um dos casamentos mais longos da história de Hollywood com Joanne Woodward, Newman jamais será esquecido por todos aqueles que salvou da droga e da miséria, pelos cinéfilos que apaixonou com as suas interpretações enquanto “saco de pancada” e por todas as teenagers que morreram de amores pelos seus lindos olhos azuis, ainda para mais sobrevivendo a épocas conturbadas onde os ídolos e ícones de beleza das multidões acabavam sempre por trilhar o mesmo caminho: o da auto-destruição.

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25 de Janeiro, 2009 - 11:43

Foto: Red Tuxer

Microsoft despede 5 000 funcionários Por: Red Tuxer 25 de Janeiro, 2009 - 00:42


Fonte: Rico Studio

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25 de Janeiro, 2009 - 00:42

24 de Janeiro de 2009

Foto: Red Tuxer

Tokamak II no Porto Por: Red Tuxer 24 de Janeiro, 2009 - 17:14



De 6 a 9 de Fevereiro deste ano, será realizado o Tokamak II no ISEP, no Porto. Parece que o primeiro "Plasma meeting" em Milão foi um sucesso, agora quer-se repetir mas na bela cidade do Porto. E para que isso aconteça, alguns nomes bem conhecidos do KDE estão já garantidos entre os oradores, como o Aaron Seige ou o Nuno Pinheiro, entre muitos outros.
O programa e outras informações podem ser consultados nesta página do KDE/TechBase.


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24 de Janeiro, 2009 - 17:14

Foto: Bruno Barão

Uma ida ao hipermercado… Por: Bruno Barão 24 de Janeiro, 2009 - 14:47

  Numa das minhas últimas idas a um hipermercado, descobri que agora existe uma nova maneira de se obter informações acerca de um produto:

Consultar Rotula

  Mas não consegui descobrir qual era a variedade e origem das batatas em nenhuma das minhas rotulas :(


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24 de Janeiro, 2009 - 14:47

Foto: Miguel Reis

Son of Rambow (2007) Por: Miguel Reis 24 de Janeiro, 2009 - 10:35

Will Proudfoot é um rapaz com uma originalidade criativa desmedida. O seu caderno, onde página após página esboça alguns desenhos que, em sequência, narram uma breve história, é exemplo maior disso mesmo. No entanto, Will vive sobre a alçada de uma família extremamente religiosa, que lhe interdita o acesso à televisão, ao cinema e a todas as restantes tentações do mundo moderno. O controlo é tão restrito que, mesmo na escola, Will é obrigado a sair da aula sempre que um documentário é passado na sala de aulas. E é numa dessas ocasiões, quando espera no corredor pelo fim de um visionamento, que conhece Lee Carter, um dos mais problemáticos rufias da escola. Entre artimanhas e ciladas de Carter – que precisava de alguém que o ajudasse num vídeo caseiro que pretendia mandar para um concurso da BBC -, Proudfoot acaba por ir passar a tarde à abundante mansão do “novo amigo”, onde vê pela primeira vez um filme: uma cópia pirateada de “First Blood”. Enamorado de imediato pela Sétima Arte, decide encarnar o herói da fita e ajudar Lee Carter no seu “filme”.

Filho de Rambow – Um Novo Herói” é uma obra encantadora mas também infantilmente desequilibrada. Com vários altos e baixos na sua linha narrativa – tanto somos presenteados com vários momentos de genialidade, como com alguns períodos ligeiramente prolongados de aborrecimento, com pouca substância que realmente contribua para o desenrolar dos acontecimentos ou para o estudo das personagens –, o britânico Garth Jennings volta a evidenciar algumas das lacunas estruturais que marcaram pela negativa a adaptação cinematográfica de “The Hitchhiker's Guide to the Galaxy”, a sua primeira experiência de realização. No entanto, a forte premissa de uma odisseia juvenil na era do VHS – e quantos de nós não nos identificamos com os desejos e as motivações da personagem principal – e um conceito artístico bem trabalhado, que mistura, por variadas vezes e de forma eficaz, a acção real com o mundo da animação asseguram que a verdadeira alma de “Son of Rambow” prevaleça sobre as eventuais falhas da fita.

Ainda para mais, ou muito me engano ou “Son of Rambow” será posteriormente recordado como o filme que lançou para as feras uma estrela do cinema britânico: não o principal Bill Milner, algo inseguro na primeira metade da obra, mas sim Will Poulter, que, apesar de interpretar uma personagem problemática, consegue conquistar o coração da audiência e executar na perfeição as transições entre as suas facetas ambivalentes de brigão e de “companheiro de sangue”. Esta sua auspiciosa performance de estreia valeu-lhe já inclusive um importante papel no próximo capítulo cinematográfico de “The Chronicles of Narnia”. Em suma, e apesar do caminho algo acidentado, o delicioso final da obra conquista os mais nostálgicos e justifica alguma sobrevalorização por parte da crítica virtual – território da geração da cassete pirata.


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24 de Janeiro, 2009 - 10:35